Pela 1ª vez na história, China exibe bombas atômicas em parada militar

Chineses recusam convite de Trump para negociar a erradicação do arsenal nuclear mundial

Em Pequim, Xi Jinping expôs parte do arsenal nuclear da China. O ato aconteceu nesta quarta-feira, 3, ao lado de Vladimir Putin, presidente da Rússia, e Kim Jong-un, ditador da Coreia do Norte.

Foi a primeira exibição pública de bombas atômicas chinesas. Poucos dias antes, Pequim recusou o convite de Donald Trump, presidente dos Estados Unidos para participar das negociações para erradicar esse tipo de armamento — projeto em discussão entre russos e norte-americanos.

Arsenal nuclear da China e do mundo

Formado por cerca de 500 ogivas, o arsenal nuclear da China é o terceiro maior do planeta. À frente de Pequim nessa corrida estão apenas os norte-americanos (5,5 mil) e os russos (5,3 mil), segundo estimativas da Universidade de Oxford.

O estoque mundial atual é de cerca de 15 mil bombas atômicas. Ao todo, nove nações possuem esse tipo de armamento. A quarta maior potência é a França, que detém 290 ogivas. Na sequência aparecem Reino Unido (225), Índia (180), Paquistão (170), Israel e Coreia do Norte (50 cada).

Mais de 8 mil dessas armas estão prontas para uso imediato. Dessas, quase 5 mil foram posicionadas em pontos estratégicos — caso de praticamente todo o estoque chinês.

O símbolo por trás da data

A rendição do Japão ocorreu em 2 de setembro de 1945. Um dos tripés do Eixo, ao lado da Itália fascista e da Alemanha nazista, o Japão manteve-se em guerra mesmo depois de seus dois parceiros sucumbirem. Tanto italianos quanto alemães aceitaram a derrota no início de maio daquele ano. Os japoneses, por sua vez, assinaram o armistício apenas depois de serem atingidos por duas bombas atômicas.

Inventores desse tipo de armamento, os EUA despejaram duas ogivas: a primeira sobre Hiroshima, em 6 de agosto de 1945. A segunda, três dias depois, em Nagasaki. Apenas depois do último ataque nuclear, o Japão abriu mão de todos os territórios ocupados, incluindo os da China.

*Fonte: Revista Oeste