Polícia de SP prende suspeito de envolvimento na morte de Ruy Fontes

Ex-delegado-geral foi responsável pelos primeiros indiciamentos do PCC no início dos anos 2000

A Polícia de São Paulo prendeu, na manhã desta quarta-feira, 17, um homem suspeito de participação no assassinato do ex-delegado-geral Ruy Ferraz Fontes. As informações são da CNN Brasil.

Depois da captura, os agentes o encaminharam à sede do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa, na região central da capital paulista. Até o momento, a identidade do suspeito permanece em sigilo.

Nesta terça-feira, 16, o secretário de Segurança Pública, Guilherme Derrite, havia adiantado que as autoridades já tinham dois nomes sob investigação. Ele reforçou o empenho das forças de segurança para chegar aos responsáveis. “Seguimos com todas as polícias empenhadas nesse caso, para que os culpados sejam punidos.”

Derrite descreveu o primeiro suspeito como um criminoso reincidente, com passagens por roubo, tráfico de drogas e atos infracionais cometidos na adolescência. “Foi preso por roubo duas vezes, por tráfico duas vezes, foi preso quando era adolescente infrator”.

A polícia trabalha com a hipótese de que o Primeiro Comando da Capital tenha ordenado o ataque. Conforme a Secretaria de Segurança Pública do Estado, a linha de investigação indica para uma retaliação direta ao histórico do ex-delegado no combate à facção.

Fontes ganhou destaque em batalha travada contra o crime organizado

O crime aconteceu na segunda-feira 15, a poucos metros da Prefeitura de Praia Grande, onde Fontes atuava como secretário municipal de Administração. Aos 68 anos, o ex-delegado havia dedicado mais de quatro décadas ao serviço público.

Alberto Mourão (MDB), prefeito de Praia Grande, chegou ao local do crime minutos depois do atentado e encontrou o corpo da vítima dentro do carro. Sua execução causou forte comoção entre autoridades estaduais e municipais.

Junto de sua equipe, Fontes foi responsável pelos primeiros indiciamentos dos líderes do PCC no início dos anos 2000 — como Marcola, Cesinha e Geleião. Desde então, a organização criminosa passou a considerá-lo como um inimigo direto.

*Fonte: Revista Oeste