Ex-delegado-geral foi responsável pelos primeiros indiciamentos do PCC no início dos anos 2000
A Polícia de São Paulo prendeu, na manhã desta quarta-feira, 17, um homem suspeito de participação no assassinato do ex-delegado-geral Ruy Ferraz Fontes. As informações são da CNN Brasil.
Depois da captura, os agentes o encaminharam à sede do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa, na região central da capital paulista. Até o momento, a identidade do suspeito permanece em sigilo.
Nesta terça-feira, 16, o secretário de Segurança Pública, Guilherme Derrite, havia adiantado que as autoridades já tinham dois nomes sob investigação. Ele reforçou o empenho das forças de segurança para chegar aos responsáveis. “Seguimos com todas as polícias empenhadas nesse caso, para que os culpados sejam punidos.”
Derrite descreveu o primeiro suspeito como um criminoso reincidente, com passagens por roubo, tráfico de drogas e atos infracionais cometidos na adolescência. “Foi preso por roubo duas vezes, por tráfico duas vezes, foi preso quando era adolescente infrator”.
Já identificamos um 2º indivíduo que participou do assassinato do Dr. Ruy Ferraz Fontes, após um trabalho de perícia no local. Vamos solicitar a prisão temporária dos dois já identificados. Seguimos com todas as polícias empenhadas nesse caso, para que os culpados sejam punidos.
— Guilherme Derrite (@DerriteSP) September 16, 2025
A polícia trabalha com a hipótese de que o Primeiro Comando da Capital tenha ordenado o ataque. Conforme a Secretaria de Segurança Pública do Estado, a linha de investigação indica para uma retaliação direta ao histórico do ex-delegado no combate à facção.
Fontes ganhou destaque em batalha travada contra o crime organizado
O crime aconteceu na segunda-feira 15, a poucos metros da Prefeitura de Praia Grande, onde Fontes atuava como secretário municipal de Administração. Aos 68 anos, o ex-delegado havia dedicado mais de quatro décadas ao serviço público.
Alberto Mourão (MDB), prefeito de Praia Grande, chegou ao local do crime minutos depois do atentado e encontrou o corpo da vítima dentro do carro. Sua execução causou forte comoção entre autoridades estaduais e municipais.
Junto de sua equipe, Fontes foi responsável pelos primeiros indiciamentos dos líderes do PCC no início dos anos 2000 — como Marcola, Cesinha e Geleião. Desde então, a organização criminosa passou a considerá-lo como um inimigo direto.
*Fonte: Revista Oeste