Representação do deputado Sanderson (PL-RS) indaga despesas com passagens, hospedagem e diárias de autoridades
O Tribunal de Contas da União (TCU) abriu uma investigação para apurar gastos públicos com a participação de autoridades brasileiras no Fórum de Lisboa 2026, o “Gilmarpalooza” realizado em Portugal. A medida atende a uma representação apresentada pelo deputado federal Sanderson (PL-RS).
O processo foi autuado sob o número 012.652/2026-1 e distribuído ao ministro Benjamin Zymler. O Ministério Público junto ao TCU também acompanhará o caso por meio da procuradora Cristina Machado.
Segundo o parlamentar, a Corte deve verificar despesas com passagens aéreas, hospedagem, diárias e outros custos pagos por órgãos públicos para viabilizar a participação de agentes dos Três Poderes no evento.
A representação pede que a fiscalização alcance todos os órgãos que utilizaram recursos públicos para custear viagens ao evento do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, inclusive o próprio TCU.
Investigação sobre o Gilmarpalooza pode alcançar o próprio TCU

O documento cita informações divulgadas pela imprensa segundo as quais ao menos 135 autoridades e servidores receberam autorização para participar do encontro.
De acordo com a representação, apenas o Tribunal de Justiça do Piauí e o TCU teriam autorizado despesas que somam cerca de R$ 692 mil em diárias, sem considerar passagens e outros gastos.
Sanderson solicita que o tribunal examine os critérios adotados para autorizar as viagens, a existência de justificativas formais, relatórios de missão e os resultados obtidos para a administração pública.
O parlamentar também pede avaliação de possíveis riscos de conflito de interesses e da observância dos princípios da moralidade e da impessoalidade administrativa.
Processo está em fase inicial
A representação ainda sugere a adoção de regras mais rígidas de transparência para viagens internacionais de agentes públicos, como divulgação prévia dos custos, publicação de agendas institucionais e apresentação de relatórios de resultados.
A abertura do processo não significa que o TCU tenha identificado irregularidades. Nesta etapa, a Corte analisará as informações apresentadas e poderá solicitar dados aos órgãos envolvidos para verificar a regularidade das despesas.
*Fonte: Revista Oeste