Nascimento deixou unidade prisional sob escolta para cerimônia em Embu-Guaçu
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou neste sábado, 27, a saída temporária de Daniel Soares do Nascimento para comparecer ao velório e sepultamento da mãe, Inês de Oliveira Soares.
A Justiça o condenou a 16 anos de prisão pelos atos do 8 de janeiro. Nascimento cumpre pena em regime fechado no Centro de Ressocialização de Limeira, no interior paulista. A Polícia Civil o escoltou durante a cerimônia, realizada em Embu-Guaçu, na Grande São Paulo.
A defesa formalizou o pedido logo depois da morte da mãe, registrada na sexta-feira 26. A solicitação veio três dias depois de Moraes rejeitar outro requerimento dos advogados. Na ocasião, eles pediam liberdade provisória ou prisão domiciliar para que Nascimento pudesse acompanhá-la nos últimos momentos.
Para viabilizar a ida ao funeral, o magistrado determinou a expedição de um ofício autorizando a saída escoltada do presídio pelo tempo necessário para o velório e o sepultamento.
Os advogados afirmaram que Inês enfrentava um câncer em fase terminal. Segundo a defesa, ela também havia recebido diagnóstico de esquizofrenia.
“Trata-se de momento de extrema relevância humana e familiar”, disse a defesa. “É imprescindível que o reeducando possa se despedir de sua genitora, prestando suas últimas homenagens.”
Justiça autoriza transferência de idosa com câncer presa no 8 de janeiro
Ainda na sexta-feira, a Justiça autorizou a transferência de Sônia Teresinha Possa, de 68 anos, para a prisão domiciliar em Curitiba. Condenada a 14 anos por envolvimento nos atos do 8 de janeiro, ela cumpria pena em regime fechado no Complexo Médico Penal de Pinhais, Região Metropolitana da capital paranaense.
O Tribunal de Justiça do Paraná determinou que a soltura fosse imediata, mesmo que não houvesse tornozeleira eletrônica disponível no momento da liberação.
Sônia, evangélica e aposentada da área contábil, viajou a Brasília em 2023. Familiares afirmam que ela queria apenas conhecer a capital e orar pelo país. Ela enfrenta um câncer de pele maligno e já estava em tratamento dentro da unidade prisional.
*Fonte: Revista Oeste