Trio se conheceu num bar
Informações apontam que o homem de 31 anos, João Victor Nascimento Alves Moreira, foi assassinado em um ritual de sacrifício humano para obter riquezas. Ele foi morto a facadas na manhã desta quinta-feira (23), em Tesouro (371 km de Cuiabá).
Dois homens foram presos por ter cometido o crime. A equipe do Núcleo de PM de Tesouro recebeu denúncias sobre um homicídio em uma residência da cidade.
No local, os militares encontraram a vítima caída no chão, sem sinais vitais e com muito sangue ao redor de seu corpo. Em contato com testemunhas, os policiais foram informados de que o morador da casa trabalhava em uma fazenda, a cerca de 15 quilômetros do local do crime.
Ainda segundo os populares, o suspeito residia na cidade havia quatro meses e morava sozinho no imóvel. Os militares seguiram até o local de trabalho do suspeito e encontraram o homem.
Ao ser abordado e perguntado sobre o crime, ele confessou que matou João Victor com facadas. O suspeito relatou ainda que passou o dia anterior consumindo bebidas alcoólicas com a vítima em um bar e em uma conveniência e que, posteriormente, foram para sua casa.
No local, João Victor teria tentado beijar o suspeito, momento em que as partes iniciaram uma discussão, quando a vítima foi atacada com golpes de faca até perder a vida. Entretanto, algumas horas depois, outro comparsa foi preso e assumiu a autoria do crime.
Ele alegou que a morte foi resultado de um ritual, onde uma suposta entidade teria pedido por “sangue de sacrifício humano”. Ele denominou a entidade como Tranca Rua.
Foi dito ainda que os três teriam se conhecido em um bar na região e foram até a residência de um dos suspeitos. No local, João foi assassinado.
Durante as diligências, os policiais apreenderam resíduos de parafina de vela em um bar onde o suspeito afirmou ter realizado o ritual. Na residência do jovem, a mãe dele entregou as roupas utilizadas no crime, que haviam sido lavadas por orientação do suspeito, na tentativa de eliminar vestígios.
As peças foram apreendidas e encaminhadas para perícia.
*Fonte: FolhaMax