Comissariado de Direitos Humanos pede ‘investigações rápidas e eficazes’ sobre mortes
O Alto Comissariado de Direitos Humanos das Nações Unidas (ONU) se disse “horrorizado” com a Operação Contenção, das forças de segurança do Rio de Janeiro, contra o crime organizado e traficantes da facção criminosa Comando Vermelho. Ao todo, 60 criminosos — que dispararam bombas contra a polícia — morreram, além de quatro policiais.
No X, a organização falou sobre as “comunidades marginalizadas” do Brasil. “Estamos horrorizados com a operação policial em andamento nas favelas do Rio de Janeiro, que supostamente já resultou na morte de mais de 60 pessoas, incluindo quatro policiais”, escreveu a organização no X. “Esta operação mortal reforça a tendência de consequências letais extremas das operações policiais nas comunidades marginalizadas do Brasil.”
#Brazil: We are horrified by the ongoing police operation in favelas in Rio de Janeiro, reportedly already resulting in deaths of over 60 people, including 4 police officers.
— UN Human Rights (@UNHumanRights) October 28, 2025
This deadly operation furthers the trend of extreme lethal consequences of police operations in Brazil’s…
Por fim, o órgão de direitos humanos da ONU pede investigação sobre as mortes. “Lembramos às autoridades suas obrigações sob o direito internacional dos direitos humanos e pedimos investigações rápidas e eficazes”, afirmou.
A operação contra o crime organizado no Rio
A Operação Contenção, que teve participação de 2,5 mil agentes das Polícias Civil e Militar, foi planejada para conter a expansão do Comando Vermelho e cumprir aproximadamente cem mandados de prisão. Entre os alvos, 30 são de outros Estados, incluindo integrantes da facção que teriam fugido do Pará para o Rio.
🚨 #OperaçãoContenção
— Governo do RJ (@GovRJ) October 28, 2025
Em represália, criminosos usaram drones para atacar policiais no Complexo da Penha.
Mesmo sob ataque, as forças de segurança seguem firmes no combate ao crime! pic.twitter.com/eGXIWGABkS
As investigações, conduzidas pela Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), duraram mais de um ano. “Foi uma operação planejada, que começa com cumprimento de mandado judicial, investigação de um ano e um planejamento de 60 dias, que o Ministério Público participou”, afirmou o governador Cláudio Castro. “Não é uma operação de alguém que acordou e resolveu fazer uma grande operação.”
Até o momento, as autoridades confirmaram 81 prisões e a apreensão de 93 fuzis. O confronto intenso também deixou feridos: três moradores atingidos por balas perdidas foram atendidos no Hospital Getúlio Vargas, e pelo menos dois policiais ficaram feridos durante a ação.

*Fonte: Revista Oeste