O tenente-coronel, que serviu como ajudante de ordens de Bolsonaro, foi delator no caso que culminou na prisão domiciliar do ex-presidente
O tenente-coronel Mauro Cid não deverá mais ocupar funções no Exército. Embora estivesse convocado para retornar ao trabalho na terça-feira 4, optou por tirar sessenta dias de férias, medida que visa evitar constrangimentos junto aos colegas.
Com 29 anos de dedicação à carreira militar, Cid protocolou um pedido para migrar à reserva remunerada, recebendo proporcionalmente ao tempo de serviço. O Exército deve aprovar essa solicitação a partir de janeiro, conforme informou O Globo.
Indenização e transferência de Mauro Cid para a reserva
No período em que atuou como ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ), Cid não usufruiu férias. Por isso, segundo regulamento, será indenizado por dois períodos não utilizados antes da transferência à reserva.
Na prática, ele precisaria alcançar 31 anos de serviço para obter o benefício integral, porém, o afastamento aconteceu em razão de sua participação no governo Bolsonaro, tornando inviável a permanência na ativa.
Desdobramentos judiciais
O processo judicial que investigou o caso foi concluído. O militar recebeu uma condenação de dois anos em regime aberto, mas não será preso por ter colaborado com a Justiça e delatado a suposta tentativa de golpe.
*Fonte: Revista Oeste