Obra bancará também projeto cultural e educativo incluído após revisão orçamentária
O governo Lula ampliou em 57% o orçamento da reforma da Praça dos Três Poderes, em Brasília. O projeto, agora orçado em R$ 34,7 milhões, substitui a estimativa de R$ 22 milhões divulgada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em abril.
Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, o acréscimo de R$ 12 milhões foi justificado pelo órgão como resultado da inclusão de despesas administrativas. Além disso, o valor beneficia um programa de “educação patrimonial”, que prevê uma exposição itinerante e atividades culturais. Segundo o Iphan, os recursos serão captados pela Lei Rouanet, com apoio financeiro da Petrobras e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
A Praça dos Três Poderes passou ao controle da União neste ano, depois de o governo federal retirar a responsabilidade do Distrito Federal ao incluir a obra no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). O local, símbolo do poder republicano e da arquitetura de Brasília, foi alvo de críticas da primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, em 2024, o que acelerou a decisão do Planalto de assumir o projeto.
Governo Lula assume obra e amplia escopo do projeto
O governo gastou R$ 744 mil com o escritório responsável pelo projeto executivo. A execução da obra está prevista para começar ainda neste mês, com conclusão da primeira fase até 2026.
O plano inclui a recuperação de pisos e estruturas comprometidas. Também conta com o restauro de obras de arte e monumentos, a revitalização dos espaços culturais e a modernização da iluminação. Além disso, as obras preveem melhorias na acessibilidade, instalação de câmeras de segurança e nova sinalização turística.
Idealizada por Lúcio Costa e projetada por Oscar Niemeyer, a Praça dos Três Poderes abriga os palácios do Executivo, do Legislativo e do Judiciário. Ao anunciar o início das obras, o Iphan e o Ministério da Cultura afirmaram que a revitalização simboliza a “reconstrução” do espaço democrático.
A ministra da Cultura, Margareth Menezes, declarou que a iniciativa representa “preservação e respeito ao projeto original”, além de “devolver ao povo brasileiro um espaço que lhe pertence”.
*Fonte: Revista Oeste