Mãe atípica denuncia perseguição e exclusão em escola particular de Rondonópolis

Uma mãe atípica de Rondonópolis denuncia estar sendo perseguida e silenciada por uma escola particular onde seu filho, diagnosticado com TDAH, TPC e suspeita de Autismo Nível I, estuda. Segundo ela, o problema começou após o ingresso de uma ação judicial, em março deste ano, pedindo que a instituição cumprisse direitos garantidos por lei a alunos com necessidades específicas.

O processo judicial solicita adaptação de provas, entrega do PEI (Plano Educacional Individualizado) e apoio de uma auxiliar de sala capacitada. Entretanto, desde então, a família afirma ter sido alvo de retaliações constantes dentro e fora do ambiente escolar.

Bloqueio e exclusão nas redes sociais

De acordo com a mãe, o primeiro ato da escola foi bloquear a família no Instagram oficial da instituição, impedindo o acesso às imagens dos eventos escolares e às atividades dos alunos. “Foi uma forma de nos calar e nos isolar da comunidade escolar”, relatou.

Descumprimento de medidas judiciais

Outro ponto grave denunciado é que, mesmo com decisão judicial em vigor, a escola teria negado provas adaptadas ao aluno, retido a mesma e inclusive apostilas pagas antecipadamente e deixado de fornecer o acompanhamento adequado em sala de aula por algumas vezes.A mãe relata que, o filho ficou sem o material didático, “como se fosse o único aluno que não havia pago”.

Falta de inclusão e isolamento do aluno

Além disso, a auxiliar responsável pelo acompanhamento do estudante estaria se omitindo em suas funções, deixando o aluno de lado mesmo quando presente em sala.Em atividades de grupo, o menino e outro colega com TDAH teriam sido colocados juntos em um trabalho isolado, sem a chance de participar com os demais alunos, reforçando o sentimento de exclusão.

Apelo por fiscalização e respeito

Diante dos fatos, a mãe faz um apelo às autoridades competentes:“Peço que os órgãos fiscalizem as escolas particulares para que a lei seja cumprida como nas públicas. As famílias não deveriam passar por tanto sofrimento. As crianças atípicas têm direito a provas adaptadas, apostilas adequadas, auxiliares e professores capacitados, PEI anual, apoio psicológico e psicopedagógico, e, acima de tudo, respeito e inclusão.”

*Fonte: Assessoria