Grupo possuía uma estrutura organizada envolvendo o líder, intermediadores e fornecedores
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta terça-feira (18.11), a Operação Guns, uma ação que mira um grupo criminoso responsável por negociar armas de fogo de forma clandestina e com ramificações em outros Estados.
Ao todo, são cumpridos 17 mandados judiciais, sendo nove prisões preventivas e oito buscas domiciliares, em residências de Cuiabá, Várzea Grande e Santa Rita do Trivelato. As ordens foram expedidas pelo Juízo 4.0 de Garantias da Capital.
A investigação é conduzida pela Delegacia de Repressão a Narcóticos (Denarc) e apura crimes como comércio ilegal de armas, participação em organização criminosa e possível lavagem de dinheiro. Armas com numeração raspada e produtos de roubo fazem parte do material negociado pelos investigados.

Como o esquema funcionava
A apuração começou em abril de 2024, depois que policiais apreenderam duas armas descartadas por suspeitos que estavam em uma caminhonete S10. No veículo e na chácara ligada aos envolvidos, foram encontradas uma pistola Glock 9mm com numeração raspada, uma pistola Taurus .45 roubada e porções de drogas.
A partir dessa ocorrência, a Denarc identificou um esquema estruturado de venda ilegal que oferecia desde pistolas e revólveres até armas de alto poder de fogo, como fuzis e metralhadoras. Os valores variavam entre R$ 4 mil e R$ 19 mil, além de transações envolvendo munições e acessórios.
As investigações mostraram ainda que duas empresas eram usadas para movimentar o dinheiro das vendas. Os CNPJs estavam em nome de pessoas com registros criminais, reforçando a suspeita de que as empresas existiam apenas para mascarar o fluxo do dinheiro.
O grupo também fazia negócios com criminosos de São Paulo e Rio de Janeiro, ampliando o alcance das atividades.