Uma reunião para validar a expulsão do político está prevista até 8 de dezembro
A decisão de expulsar Celso Sabino do União Brasil marcou uma reviravolta no quadro político do partido. O Conselho de Ética da sigla definiu pela exclusão do ministro do Turismo, integrante do governo Lula (PT), durante reunião que também determinou o fim do diretório regional do Pará, presidido por Sabino até então.
Na mesma ocasião, os conselheiros aprovaram de forma unânime uma intervenção no comando estadual, dissolvendo a executiva local e instalando uma comissão provisória para administrar o núcleo no Pará. O cancelamento da filiação de Sabino foi decidido no mesmo processo, que aguarda agora posicionamento da executiva nacional para ser ratificado.
Próximos passos do União e resistência de Sabino
Uma reunião para validar a expulsão está prevista até 8 de dezembro. Segundo a assessoria, Sabino não vai comentar a decisão. Ele esteve presente na deliberação, acompanhado de seu advogado. O processo disciplinar começou em outubro, depois de o diretório estadual acusá-lo de descumprir diretrizes partidárias por não abrir mão de cargos no governo federal, desrespeitando ultimato do União Brasil.
Apesar de ter protocolado carta de demissão ao presidente Lula, Sabino permaneceu no ministério. Em reunião da Executiva Nacional do partido, ele anunciou que continuaria no governo.
A expectativa era que Sabino mantivesse sua posição até o começo do próximo ano. Nessa época, ocorre a descompatibilização obrigatória para quem pretende se candidatar a outros cargos. O ministro pretende concorrer ao Senado e buscava apoio de Lula, mesmo sem alinhamento direto com o governador Helder Barbalho (MDB), aliado do presidente.
*Fonte: Revista Oeste