Polícia usa marreta para arrombar porta da Refit no RJ; assista

A ação integra a Operação Poço de Lobato, que mobilizou mais de 600 agentes em 5 Estados e no DF

Uma operação policial de grande porte, na manhã desta quinta-feira, 27, teve como alvo a Refit, refinaria localizada no Rio de Janeiro. Durante a ação, agentes utilizaram um machado para forçar a entrada na sede da empresa, conhecida por antigas dívidas fiscais expressivas em São Paulo e no Rio de Janeiro.

Ricardo Magro, empresário que lidera o Grupo Refit, vive atualmente no exterior, mas seus parentes que residem no Brasil foram alvo de mandados de busca e apreensão. Até o momento, a assessoria jurídica da refinaria não divulgou nenhum posicionamento sobre a operação, segundo informações do jornal Folha de S.Paulo.

Os investigados são suspeitos de envolvimento em organização criminosa, crimes econômicos e tributários, além de lavagem de dinheiro. Os mandados da chamada Operação Poço de Lobato estão sendo cumpridos em cinco Estados e no Distrito Federal, com a mobilização de 621 agentes das polícias civis e militares.

A iniciativa foi coordenada pelo Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos do Estado de São Paulo, com apoio de integrantes da Receita Federal, Ministério Público de São Paulo (MPSP), secretarias da Fazenda estadual e municipal, Procuradorias da Fazenda Nacional e Estadual, além das polícias Civil e Militar.

Refit é suspeita de centralizar esquema no setor de combustíveis

Diante da cassação das licenças da formuladora Copape e da distribuidora Aster pela Agência Nacional de Petróleo, em julho de 2024, a Rodopetro, integrante do grupo Refit, assumiu papel central na distribuição de combustíveis, segundo o MPSP. O órgão aponta que o grupo liderado por Ricardo Magro teria assumido as operações antes comandadas pelas empresas ligadas a Mohamad Mourad.

Empresário em São Paulo vira alvo de investigação por sonegação e lavagem de dinheiro
Ricardo Magro é dono da refinaria Refit | Foto: Reprodução/Instagram

De acordo com o Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), a Rodopetro ampliou significativamente suas aquisições, ao incorporar as atividades do grupo Aster/Copape e virar o principal centro da nova dinâmica de distribuição. Para o Gaeco, a mudança representa um mecanismo para disfarçar operações proibidas, já que a Rodopetro passou a centralizar a distribuição, o que criou uma nova camada de ocultação.

No pedido de buscas e apreensões contra o grupo Mourad, o Gaeco afirma que “a Rodopetro praticamente dobrou suas aquisições para englobar as operações do grupo Aster/Copape”. A substituição do grupo pela Refit, com a distribuição centralizada na Rodopetro, “é vista como uma nova camada de ocultação para burlar as proibições impostas à Copape e à Aster”.

*Fonte: Revista Oeste