Roskomnadzor amplia censura e avança sobre aplicativo norte-americano com acusações de ‘terrorismo’
O Serviço Federal de Supervisão de Comunicações, Tecnologia da Informação e Meios de Comunicação de Massa da Rússia (Roskomnadzor) restringiu nesta quinta-feira, 4, o uso de chamadas de voz e de vídeo do FaceTime.
A decisão de Moscou afeta o aplicativo da Apple e amplia a lista de plataformas estrangeiras com funcionamento limitado no país. O Roskomnadzor afirma que usuários manipulavam o FaceTime para “organizar e realizar atividades terroristas, recrutar criminosos e cometer fraudes e outros crimes”.
Usuários russos já relatavam instabilidade no serviço do aplicativo desde setembro. No entanto, o comunicado de hoje confirmou que, na verdade, órgãos reguladores do regime de Vladimir Putin provocaram a interrupção, e não uma falha técnica.
Além disso, o Roskomnadzor impôs as restrições um dia depois de bloquear o acesso à plataforma de jogos Roblox, de propriedade norte-americana. Moscou acusou o serviço de distribuir materiais extremistas, promover “propaganda LGBT” e “impactar negativamente o desenvolvimento espiritual e moral das crianças”.
Rússia ameaça banir WhatsApp e promove aplicativo próprio
Na sexta-feira 28, o Roskomnadzor ameaçou banir o WhatsApp do país. O órgão também acusou a plataforma de servir como canal para a realização de crimes, inclusive supostas ações terroristas.
Para continuar operando, o aplicativo da Meta deveria se adequar às exigências impostas pelo regime. “O WhatsApp não está cumprindo os requisitos destinados a prevenir e coibir crimes na Rússia”, informou. “Por esse motivo, o Roskomnadzor vem implementando medidas restritivas de forma consistente.”
Mesmo com os bloqueios, o WhatsApp permanece como o serviço de mensagens mais popular no país. Como resultado, o órgão tem orientado a população a migrar para o aplicativo estatal Max.
A Rússia realizou o seu lançamento como uma plataforma multifuncional, com promessa de integrar mensagens, pagamentos e serviços públicos. A plataforma faz parte da tentativa oficial de substituir soluções estrangeiras por alternativas nacionais.
*Fonte: Revista Oeste