Senador comentou críticas recebidas pelo chefe do Executivo paulista após ida ao lançamento do SBT News
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, saiu em defesa do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), após o chefe do Executivo paulista ser criticado por sua participação no lançamento do canal SBT News. Em entrevista ao podcast Inteligência Ltda nesta terça-feira (16) Flávio pregou unidade do campo político, apesar das divergências.
– O Tarcísio não é um traidor de forma alguma. Ele é uma peça fundamental, vital, nessa engrenagem que a gente vai articular em todos os Estados para ter sucesso na eleição nacional. Existem divergências, existem pontos sem convergência, mas elas precisam ser deixadas de lado agora, porque existe um objetivo maior – disse.
O senador avaliou que a participação de Tarcísio no evento da emissora de Silvio Santos – quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), mandaram recados aos seus opositores – foi marcada por um episódio “desconfortável” e classificou o momento como um “dia ruim para todos os envolvidos”.
Além disso, o senador também reiterou que o governador teria demonstrado constrangimento ao ser flagrado aplaudindo o discurso de Moraes, reação que, na avaliação de Flávio, teria sido apenas protocolar.
– Não estou dizendo que ele não deve receber críticas ou que não se possa falar mal em alguma situação. Mas não é razoável rotular alguém como o Tarcísio, governador do Estado com o maior PIB e o maior colégio eleitoral do Brasil, como inimigo. Ele precisa estar forte, “o Flávio Bolsonaro” precisa estar forte, e todos do nosso campo político. Ainda que, num primeiro momento, não caminhem conosco – apontou.
Flávio reiterou que, ao lançar sua pré-candidatura, procurou inicialmente o chefe do Executivo paulista, com quem disse ter mantido uma conversa franca no Palácio dos Bandeirantes. Ele destacou a lealdade de Tarcísio a Bolsonaro e ressaltou que o pai identificou no aliado um “perfil executivo” valorizado pelo eleitor paulista.
O senador falou ainda sobre a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), que foi muito apontada como possível candidata ao Planalto no lugar de Bolsonaro. Ele considerou exageradas as críticas dirigidas a ela, argumentando ser o filho do capitão reformado que possui melhor relação com a madrasta e nunca ter tido conflitos.
*AE