Procuradora-geral Pam Bondi parabenizou as forças especiais norte-americanas pela prisão do ditador
A procuradora-geral dos Estados Unidos, Pamela Bondi, afirmou neste domingo, 4, que o ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, foi capturado e levado à custódia norte-americana depois de ter “repetidamente rejeitado” todas as opções para “resolver o assunto pacificamente”. Ela atribui a responsabilidade pela prisão “exclusivamente àqueles que escolheram continuar a conduta criminosa”.
Segundo ela, a missão “exigiu meses de coordenação, planejamento detalhado e execução integrada entre múltiplos componentes do governo federal”, com liderança do Departamento de Guerra. Pamela agradeceu às forças envolvidas e destacou que “todo o pessoal atuou de forma profissional, decisiva e em estrita conformidade com a lei dos EUA e protocolos estabelecidos”.
A operação teve como objetivo apoiar uma persecução criminal em curso “ligada ao tráfico de narcóticos em larga escala e delitos relacionados que alimentaram a violência, desestabilizaram a região e contribuíram diretamente para a crise de drogas que ceifa vidas norte-americanas”.
Joint Statement from the Department of Justice, the Federal Bureau of Investigation, and the Drug Enforcement Administration
— Attorney General Pamela Bondi (@AGPamBondi) January 4, 2026
The Department of Justice, working in close coordination with the Department of War, the Department of State, the Federal Bureau of Investigation, the…
Maduro foi preso na madrugada deste sábado
A ação ocorreu nas primeiras horas deste sábado, 3, em Caracas. Maduro e sua mulher, Cilia Flores, foram detidos em uma residência na capital venezuelana e levados ao porta-aviões USS Iwo Jima. Em seguida, ambos foram transportados para a Base Aérea de Stewart, em Nova York.
Maduro está detido no Centro de Detenção Metropolitano de Brooklyn, com audiência marcada para esta segunda-feira, 5. O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou a captura como parte de uma estratégia de “pressão máxima” contra o regime venezuelano, diante de ameaça à segurança nacional em razão de envolvimento no tráfico de drogas.

A prisão de Maduro Maduro tem origem em uma denúncia apresentada em março de 2020 pelo Departamento de Justiça dos EUA. Ele responde a quatro acusações principais: conspiração de narcoterrorismo, conspiração para importação de cocaína, posse de metralhadoras e dispositivos destrutivos, além de lavagem de dinheiro e corrupção.
Segundo os promotores, Maduro teria liderado o chamado “Cartel de los Soles”, descrito como uma rede com participação de elites militares e políticas venezuelanas, em aliança com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), para traficar grandes quantidades de cocaína aos EUA.
*Fonte: Revista Oeste