David Schmidt Prado, de 37 anos, morreu após ser esfaqueado dentro de uma academia situada na Rua Prefeito Faria Lima, na região oeste de Londrina-PR, no fim da tarde desta segunda-feira (5). O crime ocorreu por volta das 18h40 e, de acordo com a polícia, a vítima foi atingida por cinco golpes de faca. A principal linha de investigação aponta que o homicídio teria sido motivado por ciúmes.
Segundo as informações apuradas, a vítima estava no estacionamento do estabelecimento quando foi abordada por Lucas Wancler Ferreira dos Santos, que também frequentava a academia. Após uma breve conversa, o agressor sacou uma faca e iniciou o ataque. Mesmo ferido, o homem tentou escapar correndo para dentro da academia, mas foi seguido pelo autor, que continuou desferindo os golpes.
A ação só foi interrompida graças à presença de um policial militar à paisana, que estava de folga e treinava no local. Ele percebeu a movimentação, abordou o agressor e conseguiu contê-lo até a chegada das equipes policiais. A vítima chegou a receber atendimento médico, porém não resistiu aos ferimentos, principalmente na região do abdômen e do tórax, e morreu ainda no local.

O agressor foi preso em flagrante e encaminhado à delegacia, onde foi autuado por homicídio qualificado. Conforme a Polícia Civil, as imagens das câmeras de segurança indicam que o crime foi planejado. O suspeito teria aguardado a vítima no estacionamento e se aproximado de forma dissimulada, escondendo a faca atrás do corpo antes de iniciar o ataque.
O delegado responsável pelo caso, Vitor Dutra, informou em relatório que houve perseguição e emboscada. Segundo ele, a sequência dos fatos afasta a hipótese de um encontro casual ou de uma reação impulsiva. Ainda conforme a investigação, mesmo após a vítima pedir socorro e tentar fugir, o agressor manteve a intenção de matá-la, chegando a ultrapassar a grade da recepção da academia para continuar o ataque.
Durante a ocorrência, a polícia apreendeu a faca utilizada no crime, os celulares do autor e da vítima, além de objetos pessoais como um tênis com marcas de sangue, um relógio, uma pulseira e a chave de um veículo que estava com o agressor. O suspeito optou por permanecer em silêncio durante o depoimento.
Em nota oficial, a academia Panobianco Faria Lima lamentou a morte do aluno e esclareceu que o episódio teve início fora de suas dependências. A empresa afirmou que não teve qualquer responsabilidade sobre o ocorrido e que adotou todas as medidas necessárias assim que tomou conhecimento da situação, incluindo o acionamento imediato das autoridades.
A academia destacou ainda a atuação do policial que interveio no momento do crime e informou que permanece à disposição para colaborar com as investigações. Em sinal de luto, o estabelecimento permaneceu fechado nesta terça-feira (6), com previsão de retomada das atividades na quarta-feira (7).