Venezuela liberta genro de Edmundo González

Rafael Tudares Bracho disse que o marido retornou para casa depois de mais de um ano em custódia

O regime venezuelano libertou nesta quinta-feira, 22, Rafael Tudares Bracho, genro do opositor Edmundo González, vencedor da disputa presidencial de 2024. Ele estava preso desde janeiro de 2025 sob acusação de terrorismo. A mulher dele, Mariana Gonzáles, divulgou a informação em publicação na plataforma X.

“Tenho o prazer de informar que, depois de 380 dias de detenção injusta e arbitrária e tendo sofrido, por mais de um ano, uma situação desumana de desaparecimento forçado, meu marido, Rafael Tudares Bracho, retornou para casa nesta manhã”, relatou Mariana.

A soltura ocorre em meio ao processo de libertação de presos políticos anunciado pela presidente interna da Venezuela, Delcy Rodríguez, sob pressão dos Estados Unidos.

Tudares foi preso enquanto levava os filhos à escola. Na ocasião, agentes encapuzados o abordaram e o levaram sem apresentar mandado. No mesmo ano, o regime bolivariano o acusou de terrorismo, conspiração, associação para delinquir e lavagem de dinheiro.

A detenção ocorreu meses depois de o então ditador Nicolás Maduro alegar ter sido reeleito. No entanto, atas reunidas pela oposição e por organismos internacionais independentes atestaram que o real vencedor da eleição foi o opositor, Edmundo González. Diante dos resultados proclamados pelo sistema eleitoral chavista, González decidiu se exilar na Espanha. Em 2025, ele classificou a prisão do genro como ato de retaliação.

Presos enfrentam condições extremas enquanto famílias mantêm vigília

Familiares de vítimas da repressão na Venezuela mantêm vigília diante das unidades prisionais do país. Segundo a organização não governamental Foro Penal, a ditadura libertou 139 presos políticos de 8 de janeiro até o último sábado, 17.

A repressão de dissidentes inclui detenções arbitrárias, denúncias de tortura e de assédio sexual, entre outras violações sistemáticas de direitos humanos.

De acordo com Alfredo Romero, presidente do Foro Penal, o regime ainda mantém mais de 700 pessoas encarceradas em condições atrozes.

*Fonte: Revista Oeste