Escoltas de Toffoli ao Tayayá custaram R$ 548 mil aos cofres públicos

Segundo um levantamento do Metrópoles, o pagamento das diárias aos seguranças começou em dezembro de 2022

As viagens do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), a um resort no interior do Paraná custaram R$ 548,9 mil aos cofres públicos com o pagamento de diárias a seguranças desde, ao menos, dezembro de 2022.

Levantamento do Metrópoles, divulgado nesta quinta-feira, 22, mostra que Toffoli passou 168 dias no Resort Tayayá, em Ribeirão Claro — o equivalente a um de cada sete dias no local.

Os dados foram inferidos a partir das diárias de segurança custeadas pelo Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-2), que costuma enviar equipes para escoltar o ministro durante as estadias, mesmo com o resort localizado no Paraná. As despesas descrevem o serviço de “apoio em segurança e transporte para autoridade do STF”.

Tayayá é conhecido como “resort do Toffoli”

O Resort Tayayá, no Paraná; ministro Dias Toffoli estaria ligado ao local | Foto: Reprodução
O Resort Tayayá, no Paraná; ministro Dias Toffoli estaria ligado ao local | Foto: Reprodução

Em geral, quatro ou cinco agentes são destacados por viagem. Quando a permanência ultrapassa cinco dias, as equipes são substituídas.

No fim de 2025, Toffoli chegou a fechar o resort para uma festa privada, com grupo de samba e a presença do ex-jogador Ronaldo Fenômeno, segundo relatos.

Funcionários afirmam que o local é conhecido na cidade como “resort do Toffoli”. Embora o empreendimento tenha sido vendido em abril de 2025 ao advogado Paulo Humberto Barbosa, o ministro esteve no Tayayá sete vezes depois da venda, somando 58 dias de estadia.

Estrutura e vínculos

No complexo, Toffoli mantém uma embarcação ancorada no píer e utiliza uma casa de uso exclusivo na área “Ecoview”, voltada a hóspedes de alto padrão. O resort oferece ainda um pequeno cassino, com máquinas caça-níqueis e mesas de jogos.

Gazeta do Povo procurou o gabinete do ministro e o TRT-2 para comentar a apuração e aguarda resposta. O Metrópoles informou que não obteve retorno às indagações.

*Fonte: Revista Oeste