Deltan vai à PGR com notícia-crime contra Toffoli

O ex-deputado quer a apuração de ‘possíveis crimes comuns e de responsabilidade’ envolvendo o ministro, relator do caso do Banco Master no STF

O deputado federal e ex-procurador da República Deltan Dallagnol (Novo) apresentou uma notícia-crime contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli. Ele pede a apuração de “possíveis crimes comuns e de responsabilidade” envolvendo Toffoli, relator do caso do Banco Master no STF.

“É urgente investigar o vínculo do ministro com o Resort Tayayá, associado a fundos ligados ao Banco Master e onde todos os funcionários acham que Toffoli é o dono”, escreveu Deltan em uma postagem no X.

Toffoli não pretende declarar-se suspeito ou impedido para relatar o caso do Master, mesmo com essa relação não explicada com o banco. “Por isso, a PGR precisa apurar a extensão de eventuais vínculos econômicos, benefícios indiretos, estruturas societárias e possíveis fluxos financeiros relacionados ao empreendimento”, defendeu Deltan.

Segundo ele, a notícia-crime, assinada pelo advogado Leandro Rosa, “menciona o uso frequente do local por Toffoli, os relatos de funcionários que o apontariam como proprietário de fato e a existência de bens como embarcações e imóveis de luxo considerados do ministro, o que pode indicar benefício indireto ou vínculo econômico relevante”.

“A PGR precisa investigar a fundo essa relação. Ministros do Supremo não estão acima da lei”, finalizou Deltan.

O Resort Tayayá

Localizado em Ribeirão Claro (PR), o Resort Tayayá é um complexo turístico de alto padrão às margens da represa de Chavantes. Ao longo dos últimos anos, empresas ligadas aos irmãos do ministro do STF, Dias Toffoli (José Carlos e José Eugênio Dias Toffoli), figuraram como sócias do empreendimento.

Em 2025, os irmãos do ministro venderam sua participação a um fundo ligado ao cunhado de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Nesta semana, a imprensa divulgou conversas com funcionários do Tayayá. Eles acreditam que Toffoli é o dono do local. Mesmo depois da venda, o ministro continuou frequentando o local. Ele costuma ficar hospedado numa área mais reservada do resort: o condomínio Ecoview.

*Fonte: Revista Oeste