Tarcísio diz que caminhada expressa ‘inconformismo’ e pede reação contra sistema

Governador de São Paulo afirma que mobilização liderada por Nikolas revela crise institucional

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou que a caminhada liderada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) expressa o sentimento de inconformismo de parte da população. A declaração ocorreu neste sábado, 24, em mensagem divulgada nas redes sociais.

Segundo Tarcísio, o movimento reúne valores que orientam ações coletivas. “Liberdade, justiça, honra, dever, piedade, esperança”, afirmou. Para o governador, esses princípios explicam a adesão de milhares de pessoas ao trajeto pela BR-040.

Na avaliação do chefe do Executivo paulista, o país enfrenta uma crise institucional. “Um país com uma crise imoral sem precedentes, sequestrado pela corrupção, penalizado pela ineficiência e por uma vingança cega”, disse.

Críticas de Tarcísio às instituições

Durante a fala, Tarcísio afirmou que o enfraquecimento institucional compromete o país. “Não há país forte com instituições fracas”, declarou. Segundo ele, a mobilização revela o sentimento popular. “A multidão que tomou a BR-040 mostra o que o brasileiro sente hoje”, afirmou.

O governador disse que há uma expectativa de mudança. “Uma vontade imensa de mudança e essa mudança está chegando”, afirmou. Para Tarcísio, o movimento busca a retomada de princípios que, segundo ele, orientaram o país em outros períodos.

Ele também criticou o sistema político. “Não dá mais para passar pano para um sistema que vem esmagando as pessoas, esmagando adversários, sabotando o futuro da nação”, disse.

Ao encerrar a mensagem, Tarcísio elogiou Nikolas Ferreira. “Parabéns, Nicolas, pela sua coragem”, afirmou. Em seguida, convocou participação no ato em Brasília. “Tenho certeza que amanhã, a partir das 12 horas, Brasília vai ficar pequena”, disse. Por fim, concluiu: “Acorda, Brasil”.

A manifestação organizada por Nikolas Ferreira está prevista para este domingo, 25, na Praça do Cruzeiro, em Brasília.

*Fonte: Revista Oeste