Comediante provocou o presidente dos EUA durante a premiação em Los Angeles
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que pretende acionar judicialmente o comediante sul-africano Trevor Noah, depois de declarações feitas durante a 68ª edição do Grammy.
Ao apresentar a premiação no domingo à noite, Noah ironizou o republicano com uma referência à ilha privada de Jeffrey Epstein, criminoso sexual já falecido.
O comentário surgiu depois de o apresentador parabenizar a cantora Billie Eilish, vencedora do Grammy de canção do ano com Wildflower. Na sequência, ele disse que o prêmio era tão cobiçado quanto “a Groenlândia para Trump”.
Na mesma linha, Noah afirmou que a obsessão de Trump pela Groenlândia “fazia sentido”, pois “desde que Epstein não está mais aí, ele precisa de uma nova ilha para passar o tempo com Bill Clinton”.
A menção envolve a propriedade usada pelo financista Jeffrey Epstein em festas privadas, alvo de denúncias de crimes sexuais.
Donald J. Trump Truth Social Post 01:01 AM EST 02.02.26
— Commentary Donald J. Trump Posts From Truth Social (@TrumpDailyPosts) February 2, 2026
The Grammy Awards are the WORST, virtually unwatchable! CBS is lucky not to have this garbage litter their airwaves any longer. The host, Trevor Noah, whoever he may be, is almost as bad as Jimmy Kimmel at the Low Ratings…
A reação de Trump veio horas depois, em postagem na Truth Social. O republicano classificou a cerimônia como “impossível de assistir” e negou qualquer ligação com Epstein. “Nunca estive na Ilha Epstein, nem perto disso, e até a declaração falsa e difamatória de hoje à noite, nunca fui acusado de estar lá, nem mesmo pela mídia de notícias falsas”.
Em seguida, o republicano chamou Noah de “perdedor total” e prometeu processá-lo por divulgar informações falsas. “Parece que vou enviar meus advogados para processar esse pobre, patético, sem talento e idiota apresentador, e pedir uma boa grana”.
Governo Trump determinou divulgação de arquivos do caso Epstein
O governo norte-americano liberou recentemente um amplo conjunto de arquivos ligados às apurações sobre Epstein, morto em 2019. A publicação ocorre meses depois do prazo previsto em lei aprovada durante o mandato de Trump, que determinava a divulgação do conteúdo até 19 de dezembro. O Departamento de Justiça só executou a medida agora.
O acervo reúne aproximadamente 3 milhões de páginas, além de 180 mil imagens e cerca de 2 mil vídeos. Os documentos incluem mensagens eletrônicas trocadas entre Epstein e figuras conhecidas, como Trump, Elon Musk, Bill Gates e o ex-príncipe Andrew.
*Fonte: Revista Oeste