Piloto de avião é preso por manter rede de exploração sexual infantil

Investigação apura mercado de exploração sexual e prostituição infantil.

Sérgio Antônio Lopes estava no comando de um voo em Congonhas quando foi surpreendido pela polícia.

Com 28 anos de carreira, o piloto é acusado de manter uma rede de exploração sexual infantil que operava há quase uma década.

Entre os casos investigados está a acusação de que ele pagava a uma mulher para “comprar” o acesso a três netas de 10, 12 e 14 anos.

Enquanto voava pelo país, Lopes mantinha um rastro de abusos e pornografia infantil.

Policiais capturaram piloto minutos antes de voo

O piloto usava sua posição e recursos para sustentar a rede. Ele foi preso por policiais do Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) na cabine de comando, pouco antes de decolar para o Rio de Janeiro.

As investigações mostram que o piloto não apenas abusava dos menores, mas também usava documentos falsos para entrar em motéis com eles e produzia material de pornografia infantil para venda.

Até agora, três vítimas foram identificadas. A Polícia Civil agora busca entender se outras crianças da família ou da região também foram vítimas dessa rede.

Além da avó e do piloto, outros dois suspeitos são alvos de busca e apreensão.

Avó vendia suas netas para o piloto

A operação revelou que o perigo para as vítimas moravam dentro de suas casa. Em vez de proteger as netas, a avó era a principal facilitadora dos abusos.

Ela negociava as crianças diretamente com o piloto. A polícia aponta que essa dinâmica de “venda” e exploração era uma prática que se estendia por quase uma década.

A mulher foi detida em sua residência e agora responde por crimes que somam penas pesadas, incluindo estupro de vulnerável e favorecimento da prostituição.

*Fonte: Brasil Paralelo