No total, 285 deputados e 55 senadores são favoráveis à investigação
A busca pela criação de uma CPI para investigar o Banco Master movimenta os bastidores do Congresso, com o Partido Liberal (PL), sigla do ex-presidente Jair Bolsonaro, registrando o maior apoio entre deputados e senadores.
Segundo levantamento do jornal O Estado de S. Paulo (Estadão), o PL soma 65 deputados e 12 senadores favoráveis à iniciativa.
Outros partidos que se destacam no apoio na Câmara são União Brasil, com 32 deputados, seguido de PT, PP, PSD e Republicanos, que contam com 28, 25, 24 e 23 parlamentares, respectivamente.
No Senado, PT, PSD, MDB e PP aparecem com seis senadores cada, enquanto União Brasil, Republicanos e Podemos têm quatro apoios em cada sigla.
No total, dos 513 deputados, 285 (56%) são favoráveis à abertura de uma CPI do Master. Já entre os 81 senadores, 55 (68%) defendem a criação de uma comissão.
Contexto político e motivações da CPI
O levantamento, divulgado nesta segunda-feira, 9, também revela o posicionamento individual dos parlamentares em relação à CPI do Master, e ressalta a disputa por protagonismo nas investigações que o contexto eleitoral influencia as decisões.
O PL, na oposição ao governo Lula, encabeçou o pedido de CPI mista, protocolado pelo deputado Carlos Jordy (PL-RJ) em 3 de fevereiro.
O objetivo dessa comissão seria apurar possíveis fraudes, irregularidades administrativas e prejuízos bilionários relacionados ao banco.
Entre os principais alvos das investigações estão os ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), devido a suspeitas de conflitos de interesse.
A proposta de CPI mista já conta com 238 assinaturas de deputados e 42 de senadores, superando o mínimo necessário de 27 senadores.
O apoio vem principalmente da oposição, com apenas um parlamentar do PT, o senador Fabiano Contarato (ES), assinando o requerimento.
Disputa por protagonismo nas investigações
Na Câmara, o governo também tenta instaurar uma CPI, por meio de pedido apresentado por Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) em 2 de fevereiro.
O foco é investigar fraudes na relação entre o Banco Master e o Banco de Brasília (BRB), controlado pelo governo do Distrito Federal.
O requerimento governista alcançou 201 assinaturas, ultrapassando o mínimo exigido de 171.
Em março de 2025, o governador Ibaneis Rocha chegou a anunciar como “dia de festa” a aquisição do Master pelo BRB, operação vetada pelo Banco Central em setembro do mesmo ano.
*Fonte: Revista Oeste