Caças F-22 e F-35, bombardeiros B-2 e destróieres com mísseis Tomahawk integram aparato montado nas últimas semanas
Os Estados Unidos ampliaram de forma significativa sua presença militar no Oriente Médio e já posicionaram meios suficientes para atacar o Irã caso o presidente Donald Trump dê a ordem. A informação é do jornal Wall Street Journal.
Nas últimas semanas, dezenas de aeronaves de combate e apoio foram deslocadas dos EUA e da Europa para bases na Jordânia e na Arábia Saudita. A movimentação inclui caças F-22 e F-35, de tecnologia furtiva, capazes de evitar radares e sistemas antiaéreos.
Essas aeronaves já haviam sido usadas para escoltar bombardeiros B-2 nos ataques contra instalações nucleares iranianas em junho de 2025.
Como Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos não permitem o uso de seu espaço aéreo para operações contra o Irã, parte dos caças foi baseada na Jordânia. A distância maior exigiria reabastecimento em voo para ida e retorno das missões.
A preparação dos EUA para o possível conflito com o Irã

A Marinha norte-americana mantém 13 navios na região, incluindo o porta-aviões USS Abraham Lincoln e nove destróieres aptos a interceptar mísseis balísticos iranianos ou lançar mísseis Tomahawk. O porta-aviões USS Gerald R. Ford também segue para a área.
Em eventual ataque, aeronaves EA-18G poderiam neutralizar sistemas de defesa iranianos, enquanto F-15E e F-16 seriam usados para interceptar drones de retaliação contra Israel ou bases americanas.
Mesmo sem estarem baseados na região, bombardeiros B-2 poderiam decolar dos EUA e cumprir missões diretas sobre o Irã com apoio de aviões-tanque. Sistemas Thaad e Patriot foram posicionados para proteger ativos americanos e aliados.
Depois do ataque de junho, EUA e Qatar interceptaram a maioria dos 14 mísseis disparados pelo Irã contra a base de Al Udeid. O conflito de 12 dias entre Israel e Irã evidenciou a rapidez com que os estoques de interceptadores podem se esgotar em uma campanha prolongada.
*Fonte: Revista Oeste