Sociedade Rural Brasileira repudia invasão em terminal da Cargill

Episódio ocorre em meio a manifestações que questionam possíveis impactos ambientais caso haja dragagem do Rio Tapajós

Depois de protestos no terminal da Cargill em Santarém, no Pará, no último sábado, 21, a Sociedade Rural Brasileira (SRB) manifestou repúdio à invasão dos escritórios da multinacional.

O episódio ocorreu em meio a manifestações que, desde o fim de janeiro, questionam possíveis impactos ambientais para populações indígenas caso haja a dragagem do Rio Tapajós. A medida pode ocorrer para ampliar o escoamento de produtos agrícolas pela hidrovia.

A SRB reconheceu que o Estado Democrático de Direito assegura o direito à manifestação, mas classificou como inadmissível a invasão de propriedade privada, a depredação das instalações e as ameaças aos funcionários da empresa.

Segundo a entidade, a Cargill é uma companhia internacionalmente reconhecida por atuar em conformidade com a legislação e tem papel fundamental na comercialização e transporte de grãos de várias regiões do Brasil.

Resposta às ações na Cargill e debate sobre hidrovias

Indígenas invadiram o terminal da Cargill em Santarém (PA) contra uma decisão do governo Lula que eles chamam de “decreto da morte” | Foto: Reprodução/X invasão indígena
Indígenas invadiram o terminal da Cargill em Santarém (PA) contra uma decisão do governo Lula que eles chamam de “decreto da morte” | Foto: Reprodução/X

Diante dos relatos de violência, que abrangeram não apenas danos ao terminal, mas também a interceptação de embarcações e a interrupção das operações, a SRB declarou entender necessária uma resposta imediata dos Poderes Executivo e Judiciário.

As demandas dos manifestantes se opõem ao decreto federal que incluiu as hidrovias dos rios Madeira, Tocantins e Tapajós no Programa Nacional de Desestatização (PND), tema que a entidade considera ser de debate entre poder público e comunidades, sem prejudicar empresas privadas.

A SRB ainda reiterou a necessidade urgente de restabelecimento das atividades do terminal e de responsabilização dos envolvidos em possíveis atos ilícitos praticados durante os protestos.

*Fonte: Revista Oeste