Câmeras da PF registraram integralmente permanência de ‘agente’ de Vorcaro na prisão

Corporação abriu sindicância para apurar o caso ocorrido na Superintendência em Belo Horizonte (MG)

Câmeras da Superintendência da Polícia Federal (PF) em Belo Horizonte (MG) registraram integralmente a permanência na prisão de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, o Sicário. Ele teria cometido suicídio. A morte ainda não foi confirmada oficialmente pelas autoridades ligadas ao caso.

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, afirmou ao portal g1 que “toda a ação dele e o atendimento pelos policiais estão filmados sem pontos cegos”. As imagens registraram desde o momento da tentativa de suicídio até o socorro prestado por policiais federais. Como resultado, a PF instaurou uma sindicância para esclarecer todas as circunstâncias do episódio.

Os agentes prenderam Mourão na terceira fase da Operação Compliance Zero. A operação também resultou na detenção de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e de seu cunhado, Fabiano Zettel.

Na decisão que autorizou as medidas da operação, o ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), descreveu Mourão como integrante de um grupo comandado por Vorcaro.

Segundo o magistrado, o grupo era conhecido como “A Turma” e monitorava pessoas consideradas adversárias de Vorcaro. A investigação indica que Mourão recebia cerca de R$ 1 milhão por mês do banqueiro.

Policiais tentaram reanimar Mourão dentro da Superintendência

Mourão cometeu a tentativa de suicídio na noite desta quarta-feira, 4, na capital mineira. De acordo com O Globo, fontes da PF informaram que médicos constataram morte encefálica depois do socorro prestado ao ferido, que não resistiu.

Mais cedo, a corporação divulgou nota oficial sobre o atendimento. Conforme o comunicado, policiais federais iniciaram manobras de reanimação e acionaram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência. A equipe médica assumiu o atendimento no local e encaminhou Mourão para um hospital.

A PF também comunicou o caso ao gabinete de Mendonça, no STF. A corporação alegou ainda que disponibilizaria os registros das câmeras de segurança para esclarecer a dinâmica do episódio.

*Fonte: Revista Oeste