Caso ocorreu na praça do relógio, no centro da Cidade Universitária, no Butantã, Zona Oeste
A vereadora Eduarda Campopiano (PL-SP), de Praia Grande (SP), que acompanhava a gravação de um debate na Universidade de São Paulo (USP) no fim da manhã desta quarta-feira (4) com o vereador Lucas Pavanato (PL-SP), foi agredida e teve o celular furtado durante uma confusão. De acordo com relatos, a equipe de Pavanato teve equipamentos quebrados e o carro do parlamentar foi danificado.
O vereador da capital paulista tinha ido até a USP para promover uma discussão sobre o tema aborto. Na estrutura montada havia um palanque com microfone e a frase “aborto é assassino” estampada. O local estava a disposição para o livre debate sobre o assunto.
A atividade foi inspirada em um modelo utilizado pelo ativista norte-americano Charlie Kirk. Ele foi morto durante um discurso na Universidade de Utah, por um extremista de esquerda, em setembro do ano passado.
De acordo com a equipe de Pavanato, enquanto o primeiro participante tentava trazer seus pontos a cerca do tema, um grupo com cerca de 70 estudantes se aproximou portando uma caixa de som e aumentou o volume para impedir que o jovem fosse ouvido. Um deles carregava uma estaca de madeira com a palavra “diálogo” em vermelho.
Após cerca de duas horas tentando promover a atividade em meio a hostilidades, ameaças e som alto, o clima ficou acalorado e uma confusão se instaurou no local. O grupo destruiu a estrutura montada para a gravação e danificou equipamentos eletrônicos da equipe do vereador.
Pavanato foi agredido com uma garrafada e teve um líquido spray lançado em sua boca. Ao tentar sair, seu carro foi apedrejado. A vereadora Eduarda Campopiano, que acompanhava a gravação, foi atingida na boca após levar um soco e teve o celular furtado.

Os estudantes dizem terem sido agredidos por seguranças armados do vereador. Pavanato, no entanto, afirma que a equipe agiu em legítima defesa. Ele diz ainda que a presença dos homens é necessária, levando em conta as constantes ameaças de morte que recebe, inclusive, de alunos da própria USP.
A USP repudiou o ocorrido e defendeu que a instituição é um espaço democrático e livre para debates sob diferentes óticas do mundo.
– A Universidade é, por excelência, o espaço do debate plural, do questionamento crítico, da convivência entre diferentes perspectivas e visões de mundo. A Universidade é o espaço correto para que se dê voz a diferentes opiniões, ao direito da sua expressão, resguardados, obviamente, os princípios da democracia, respeitosa, mútua entre as diferentes vozes que possam ter visões de mundo diferentes – declarou o comunicado da reitoria.
A Polícia Militar foi chamada e orientou que todos os envolvidos registrassem boletim de ocorrência.

*Fonte: PlenoNews