Joseph Kent renunciou ao cargo em virtude da guerra no Irã; ele defendeu que Trump impeça novas operações israelenses no Oriente Médio
O Departamento Federal de Investigação (FBI), dos Estados Unidos, apura se Joseph Kent, ex-diretor do Centro Nacional de Contraterrorismo, vazou informações sigilosas de inteligência. Ele renunciou ao cargo na última terça-feira, 17, em virtude da guerra no Irã.
A investigação ocorre em meio a uma ofensiva do presidente Donald Trump para questionar a credibilidade de Kent dentro da estrutura federal.
Em carta pública de renúncia, o ex-diretor afirmou que o Irã não representava uma ameaça iminente aos EUA e atribuiu o início do conflito no Oriente Médio à “pressão de Israel e de seu poderoso lobby americano”.
Nesta quarta-feira, 18, Kent concedeu entrevista ao apresentador Tucker Carlson. Durante a conversa, elogiou Trump e defendeu ações anteriores do governo contra o Irã, como a operação que resultou na morte do general Qassem Soleimani, em 2020.
Ao mesmo tempo, reiterou que não havia evidências de ataque iminente por parte do Irã antes do início da guerra. Kent defendeu que o governo impeça novas operações israelenses e condicione o apoio miliar a mudanças de postura.
“A questão principal é o que os israelenses estão fazendo”, disse. “Ele [Trump] precisa, de forma muito firme, e provavelmente com uma nova equipe de diplomatas, ir até os israelenses e dizer: ‘Acabou. Nós não vamos defendê-los. Vamos garantir que mísseis balísticos não caiam sobre vocês. No entanto, vocês estão proibidos de continuar na ofensiva porque está é a nossa guerra’.”
Declarações de Kent incluem teorias e acusações sem evidência
Kent acumula histórico de declarações controversas. Ele já sugeriu, sem apresentar provas, que agentes do FBI teriam atuado na invasão ao Capitólio em 6 de janeiro de 2021. O ex-diretor também rejeitou acusações de interferência russa nas eleições de 2016 e classificou as denúncias como parte de uma farsa.
Na entrevista com Carlson, Kent e o apresentador ainda sugeriram envolvimento de Israel na tentativa de assassinato de Trump, em 2024, e na morte do ativista conservador Charlie Kirk, em 2025.
Além disso, Kent mantém proximidade com a diretora de Inteligência Nacional, Tulsi Gabbard, que tem sustentado um perfil discreto desde o início da guerra.
Ela não fez declarações públicas e apareceu apenas durante a cerimônia de translado solene de soldados norte-americanos mortos no Oriente Médio. No entanto, nomeada no início do segundo mandato de Trump, Tulsi já foi alvo de acusações de proximidade com de Vladimir Putin.
*Fonte: Revista Oeste