As investigações indicam que o parlamentar está vinculado a um grupo responsável por direcionar contratações na rede estadual de ensino
Uma nova etapa da Operação Unha e Carne, deflagrada pela Polícia Federal nesta terça-feira, 5, levou à prisão do deputado estadual Thiago Rangel (Avante), depois de uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). A ação tem como alvo principal um esquema de fraudes envolvendo contratos da Secretaria de Educação do Rio de Janeiro.
Os mandados de prisão preventiva, totalizando sete, e 23 ordens de busca e apreensão foram cumpridos em cidades como Rio de Janeiro, Campos dos Goytacazes, Miracema e Bom Jesus do Itabapoana. As investigações indicam que Thiago Rangel está vinculado a um grupo responsável por direcionar contratações na rede estadual de ensino.
Detalhes do esquema e contratos investigados
Escolas subordinadas à Diretoria Regional Noroeste, área de influência política do deputado, contratavam empresas escolhidas previamente, favorecendo integrantes do grupo investigado. Os contratos abrangiam desde aquisição de materiais até execução de obras e reformas em unidades escolares.
A Polícia Federal informou que, depois de realizados os pagamentos com verbas públicas, os valores eram sacados ou transferidos por intermediários e distribuídos entre empresas associadas à organização criminosa. Parte desses recursos era mesclada a fundos legais em contas de postos de combustíveis controlados pelo suposto líder do esquema.
Consequências e desdobramentos da operação
O foco desta fase concentra-se na estrutura financeira do esquema. Os envolvidos podem responder pelos crimes de organização criminosa, peculato, fraude à licitação e lavagem de dinheiro. Outras infrações ainda podem ser consideradas durante as apurações.
Esta etapa é continuação das fases anteriores da Operação Unha e Carne, iniciada em 2025, que inicialmente investigava vazamento de informações sigilosas relacionadas a operações policiais contra o Comando Vermelho. Tais vazamentos teriam atrapalhado ações policiais e favorecido membros do grupo criminoso.
Em fases passadas, a operação já levou à investigação de figuras conhecidas, como o ex-deputado Rodrigo Bacellar e um desembargador federal, ambos suspeitos de participarem do repasse de informações sensíveis, conforme apontou a Polícia Federal.
*Fonte: Revista Oeste