Justiça Eleitoral tenta celebrar 30 anos da urna eletrônica com personagem, mas recebe críticas de advogados e políticos
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) lançou o mascote “Pilili” para as eleições de 2026 e provocou uma onda de ironias nas redes sociais. A Justiça Eleitoral apresentou o personagem nesta segunda-feira, 4, em Brasília. O evento comemorou as três décadas do uso da urna eletrônica no país.
O nome do boneco imita o barulho da tecla “confirma”. Internautas, contudo, espalharam montagens relacionando a alcuna do mascote ao personagem Cebolinha, da Turma da Mônica, que troca as letras “R” por “L” ao falar.
Explicando, pililí é o Cebolinha falando, daí vocês deduzem como a democracia no Brasil está. pic.twitter.com/9PbeGyj4gP
— Josué Mendes dos Santos (@JosuMendesdosS1) May 5, 2026
Outras publicações ligaram “Pilili” a mensagens vazadas do empresário Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.
Depois da “peleleca” do Vorcaro, o Pilili de Carmen Lúcia… 🤦🏻♀️
— Luiza Maia (@LuizaMa53414948) May 4, 2026
Na boa, esse país está lisérgico! https://t.co/B45St7WVoS
Reações e críticas
O pré-candidato ao Senado Filipe Barros (PL-PR) compartilhou uma versão modificada do desenho com uma franja que pedia o voto impresso.
O Pilili fica melhor com essa franja, vocês não acham? pic.twitter.com/wI6s2cTNEi
— Filipe Barros (@filipebarrost) May 5, 2026
Um vídeo do mascote dançando ao lado da ministra Cármen Lúcia também gerou protestos. O advogado André Marsiglia criticou a postura do tribunal e afirmou que uma Justiça que não se leva a sério perde a credibilidade.
Uma justiça que não se leva a sério não pode ser levada a sério. Não consigo comentar mais nada, sem ser antidemocrático. pic.twitter.com/MKsuSeLejH
— Andre Marsiglia (@marsiglia_andre) May 4, 2026
O mascote deve atuar nas campanhas institucionais até o dia do pleito. Contudo, o tom jocoso das redes sociais dominou o debate logo que o personagem apareceu em público pela primeira vez.
Quanto será que o TSE gastou com o Pilili?
— Ana Lelis 🇧🇷 (@analelis) May 5, 2026
Alguém avisa que crianças não votam.
Até o momento, a Corte não comentou a repercussão negativa. O “Pilili”, que é tratado com o pronome feminino pelo Tribunal, segue como a face oficial das eleições.
*Fonte: Revista Oeste