O recorte por gênero mostra que 71% dos homens preferem menor dependência do governo, enquanto essa posição é adotada por 59% das mulheres
Um levantamento do Datafolha demonstra que 65% dos brasileiros preferem depender menos do governo para garantir uma vida melhor, e atinge o maior índice da série histórica do instituto. Por outro lado, 31% defendem que o aumento de benefícios governamentais proporciona melhores condições de vida, enquanto 4% não souberam expressar opinião sobre o tema.
Quando a pesquisa foi realizada pela primeira vez, em 2013, havia empate: 47% apoiavam menor dependência do governo, número igual ao dos que pensavam o oposto. Com o passar dos anos, especialmente nas edições de 2014, 2017 e 2022, essa diferença se ampliou de forma constante.
Abordagem econômica e perfil dos entrevistados na pesquisa Datafolha
Esse questionamento faz parte do eixo econômico da matriz ideológica do Datafolha, que também reúne perguntas sobre impostos, papel do Estado, legislação trabalhista e responsabilidade por investimentos, compondo o perfil econômico dos entrevistados.
O recorte por gênero mostra que 71% dos homens preferem menor dependência do governo, enquanto essa posição é adotada por 59% das mulheres. Regionalmente, o Sudeste lidera com 70% dos entrevistados defendendo menos dependência, enquanto no Nordeste 38% acreditam que mais benefícios públicos melhoram suas vidas, maior índice entre as regiões.
Influência das preferências políticas
Durante a sondagem de intenção de voto no primeiro turno, 50% dos eleitores de Lula (PT) concordaram com a frase que defende menos dependência do governo, frente a 79% dos apoiadores de Flávio Bolsonaro (PL). Entre os que acham que mais benefícios governamentais tornam a vida melhor, foram 45% entre os eleitores de Lula e 18% entre os de Flávio.
Além da questão sobre dependência do governo, a escala econômica do Datafolha examina opiniões sobre intervenção estatal, impostos, apoio a grandes empresas nacionais, leis trabalhistas e responsabilidade na realização de investimentos no país.
A pesquisa foi realizada presencialmente nos dias 17 e 18 de junho de 2026, e ouviu 2.004 eleitores a partir de 16 anos em 139 cidades. A margem de erro é de dois pontos porcentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-09956/2026.
*Fonte: Revista Oeste