Primeiro relatório da operação Sem Desconto será enviado ao STF e deve incluir ao menos cinco investigados
A Polícia Federal (PF) planeja indiciar os primeiros investigados da Operação Sem Desconto ainda este mês. A investigação apura fraudes bilionárias no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Os indiciamentos integrarão o primeiro relatório do caso. A PF enviará o documento ao Supremo Tribunal Federal (STF). Fontes da corporação apontam que o texto deve incluir pelo menos cinco investigados que estão presos desde o ano passado.
O grupo de suspeitos envolve supostos operadores do esquema. Eles lavavam dinheiro e ocultavam patrimônio. Os recursos vinham de descontos ilegais nos contracheques de aposentados e pensionistas.
A Operação Sem Desconto investiga um esquema de fraudes bilionárias no INSS que funcionou durante anos. A investigação estima o prejuízo em pelo menos R$ 6,5 bilhões. O desvio ocorria por meio de descontos associativos nos contracheques de aposentados e pensionistas. A PF investiga empresários, ex-dirigentes, donos de associações e políticos.
Presos são prioridade no primeiro relatório
O diretor de Combate ao Crime Organizado da PF, delegado Dennis Cali, deu a informação na sexta-feira 3. Ele afirmou que “os investigados presos têm prioridade na conclusão do primeiro relatório porque estão detidos há sete meses.” Pela legislação, deve haver revisão da prisão preventiva a cada 90 dias.
Na semana passada, a defesa dos detidos protocolou novos pedidos de revisão das prisões preventivas no STF. Os investigados estão presos desde 18 de dezembro de 2025.
A maioria dos presos da Operação Sem Desconto divide celas na mesma ala do Complexo da Papuda. O local recebeu o apelido de “Ala do INSS” por abrigar os investigados detidos desde o ano passado.
*Fonte: Revista Oeste