Documento do Departamento de Estado afirma que ditadura cubana mantém redes de influência para enfraquecer interesses norte-americanos
O Departamento de Estado dos Estados Unidos publicou nesta segunda-feira, 20, um relatório que denuncia ações da ditadura de Cuba para fomentar o extremismo de esquerda. Segundo o documento, o regime cubano mantém uma rede de espionagem para penetrar e minar interesses norte-americanos.
Além disso, o relatório revela que Cuba desempenhou um papel indispensável em insurreições de extrema-esquerda no Hemisfério Ocidental por quase sete décadas. A divulgação do documento ocorre em meio ao aumento da pressão do governo norte-americano por reformas econômicas e políticas na ilha.
Na semana passada, o secretário de Estado, Marco Rubio, antecipou as acusações em reunião com autoridades de mais de 60 países. Na ocasião, ele afirmou que as redes ideológicas e de inteligência de Cuba ajudaram a construir a extrema-esquerda nos EUA.
Rubio compartilhou o relatório em suas redes sociais. “Há mais de seis décadas, o regime cubano tem sido o principal patrocinador do esquerdismo radical e do terceiromundismo nos Estados Unidos”, diz a publicação. “O Departamento de Estado está expondo a história completa do espionagem e subversão cubana em nosso país. O povo norte-americano merece saber.”
For more than six decades, the Cuban regime has been the leading sponsor of radical leftism and Third Worldism in the United States.
— Secretary Marco Rubio (@SecRubio) July 20, 2026
The State Department is exposing the full history of Cuban espionage and subversion in our country.
The American people deserve to know.…
Relatório revela infiltração histórica de Cuba
O relatório afirma que a crise econômica de Cuba esconde operações eficientes de inteligência e influência. O documento utiliza fontes públicas e detalha a tentativa histórica de exportar movimentos de guerrilha e o marxismo. Segundo o texto, Cuba combina espionagem tradicional e influência política para fortalecer sua atuação ideológica.
Além disso, o Departamento de Estado coloca Cuba no centro de uma coalizão antiamericana formada por Rússia, China e Irã. O relatório relaciona a influência cubana aos protestos do caso George Floyd, ao crescimento do grupo Antifa e a manifestações em universidades.
O texto também cita contatos com ativistas radicais negros e grupos como Code Pink, People’s Forum, National Network on Cuba e Democratic Socialists of America.
Em maio, o presidente norte-americano, Donald Trump, assinou uma ordem executiva que ampliou sanções e declarou Cuba uma ameaça à segurança nacional.
Viagens, sanções e operações de inteligência
O documento menciona a viagem da “flotilha Nossa América” a Cuba, em março, organizada pelo Instituto Cubano de Amizade com os Povos e pela agência Amistur. O ex-espião cubano Fernando González Llort preside o instituto depois de cumprir 15 anos de prisão nos EUA.
No mês passado, o Departamento de Estado emitiu sanções contra as duas entidades. O governo norte-americano também cancelou o status legal de Carlos Antonio Lloga Dominguez, ex-oficial detido em Nova York em 26 de junho.
O relatório também cita casos históricos de infiltração no governo dos EUA. Entre eles estão o ex-embaixador Victor Manuel Rocha, a analista Ana Belén Montes e o ex-analista Walter Kendall Myers.
Segundo o documento, os serviços de inteligência cubanos recrutam norte-americanos por afinidade ideológica antes que obtenham acesso a informações confidenciais. O texto afirma que esses agentes são direcionados para governos, universidades e instituições da sociedade civil.
*Fonte: Revista Oeste