Homem morto em ação da PC ostentava arma e matou chef de cozinha

Pelo homicídio, o criminoso pegou 18 anos de prisão em agosto de 2012

O criminoso Wellington Bispo Pereira, de 50 anos, morreu baleado durante uma operação da Polícia Civil no bairro Coxipó da Ponte, em Cuiabá, na manhã desta quinta-feira (23). Ele reagiu ao cumprimento de uma ordem judicial e acabou baleado por policiais da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core), que atuavam em apoio à Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc). Ele tinha fotos ostentando pistola e fazendo gesto com as mãos em apologia à facção criminosa Comando Vermelho (CV) e foi condenado a 18 anos de prisão por assassinar o chef de um restaurante em Cuiabá. 

Conforme a Polícia Civil, Wellington era considerado um suspeito de alta periculosidade, apontado como integrante da facção Comando Vermelho e possuía antecedentes por homicídios. Ao chegarem à residência do investigado, os policiais realizaram os procedimentos operacionais e iniciaram a entrada tática no imóvel. Durante a ação, a equipe se identificou e deu ordens para que o suspeito se rendesse, porém ele não teria obedecido.

Ainda segundo a polícia, Wellington foi localizado em um dos quartos da casa portando uma arma de fogo. Diante da suposta ameaça iminente, os agentes efetuaram disparos para neutralizar o suspeito. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado, mas a morte foi constatada ainda no local.

A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), a Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e a Corregedoria da Polícia Civil acompanharam a ocorrência. A arma de fogo e as munições que estavam com o suspeito foram apreendidas e encaminhadas para perícia.

Histórico criminal

Wellington Bispo Pereira possuía um extenso histórico criminal. Em agosto de 2018, ele foi condenado pelo Tribunal do Júri a 18 anos de prisão, em regime inicialmente fechado, pelo assassinato do chefe de cozinha Joel Antônio Gonçalves, de 41 anos, crime ocorrido em 28 de junho de 2011, no Residencial Sucuri, em Cuiabá.

Segundo a denúncia do Ministério Público, a vítima saiu de casa após ouvir uma discussão na rua e encontrou Wellington, com quem tinha desavenças antigas. Após alguns minutos de conversa, o acusado efetuou um disparo no rosto de Joel, que morreu em decorrência de traumatismo cranioencefálico.

Na sentença, a Justiça destacou que o homicídio ocorreu em frente à residência da vítima, enquanto ela cuidava dos filhos, que presenciaram a execução do pai. Além dessa condenação, Wellington também havia sido condenado anteriormente por participação em uma chacina registrada em Cuiabá, em 1994. Na ocasião, ele respondeu por homicídio triplamente qualificado e permaneceu preso por cerca de 15 anos. Conforme informações do Ministério Público à época, poucos meses após obter progressão de regime, voltou a cometer outro homicídio.

As circunstâncias da morte durante a operação policial serão apuradas pelos órgãos competentes, conforme determina o procedimento adotado em casos de intervenção policial com resultado morte.

*Fonte: FolhaMax