Aeronave integra programa com a Suécia e terá parte da produção em território nacional
O primeiro caça supersônico F-39E Gripen produzido no Brasil foi apresentado nesta quarta-feira, 25. A cerimônia ocorreu no complexo industrial da Embraer, em Gavião Peixoto, no interior de São Paulo.
A Embraer e a Saab participam da produção do caça, em parceria com a Força Aérea Brasileira (FAB). O programa prevê a produção de outras aeronaves no país.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou da cerimônia. Também estiveram presentes o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro Filho, e a embaixadora da Suécia no Brasil, Karin Wallesteen.
Bosco da Costa Junior, presidente da Embraer Defesa & Segurança, afirmou que o projeto representa um avanço para a indústria nacional. Lula não discursou durante o evento.

O contrato do programa F-X2 foi assinado em 2014, entre Brasil e Suécia. O acordo prevê a produção de 36 caças Gripen. O pacote inclui 28 aeronaves Gripen E monoposto (um único assento) e oito Gripen biposto (dois assentos, sendo um atrás do outro). O primeiro caça chegou ao Brasil em 2020.
Até o momento, 11 unidades foram entregues. A FAB informou que concluirá 15 das 36 aeronaves no país, na unidade da Embraer em Gavião Peixoto.
F-39E Gripen tem velocidade de até 2,4 mil km/h
O F-39E Gripen tem 15,2 metros de comprimento e 8,6 metros de envergadura. O peso máximo de decolagem chega a 16,5 toneladas.
A aeronave possui dez pontos para fixação de carga externa. O modelo pode transportar até sete mísseis ar-ar Meteor de longo alcance. O caça também comporta dois mísseis IRIS-T de curto alcance. O sistema amplia capacidade de combate aéreo.
Segundo a Saab, o Gripen pode atingir velocidade de até 2,4 mil quilômetros por hora. O desempenho corresponde a cerca de duas vezes a velocidade do som. A autonomia de voo chega a duas horas e meia. O modelo integra sistemas avançados de combate.
A Embraer informou que a aeronave utiliza arquitetura centrada em rede. O sistema permite compartilhamento de informações em operações táticas.
*Fonte: Revista Oeste