PF trava mais de R$ 930 mi de grupo acusado de lavar dinheiro do tráfico

Segunda etapa da Operação Narco Azimut mobiliza dezenas de agentes para cumprir mandados de prisão e busca contra organização

A Polícia Federal (PF) desferiu um duro golpe financeiro contra uma organização criminosa especializada em lavagem de dinheiro e evasão de divisas nesta quinta-feira, 26. Por determinação da 5ª Vara Federal em Santos (SP), as autoridades confiscaram bens e valores dos envolvidos até o montante de R$ 934 milhões. A ofensiva, denominada segunda fase da Operação Narco Azimut, visa estancar a movimentação de recursos oriundos do tráfico, que utiliza uma complexa rede de empresas e terceiros para circular capitais no Brasil e no exterior.

Cerca de 60 agentes federais saíram às ruas para cumprir 26 mandados, divididos entre ordens de prisão temporária e de busca e apreensão. A ação ocorreu simultaneamente em diversos municípios, incluindo a capital paulista, Santos, Ilhabela e Taboão da Serra, no estado de São Paulo, além de Balneário Camboriú, em Santa Catarina. O Judiciário impôs ainda severas restrições societárias, proibindo qualquer movimentação empresarial ou transferência de patrimônio vinculado às atividades sob investigação.

Criptoativos e dinheiro em espécie no radar

Esta nova etapa é um desdobramento direto de apurações anteriores, especificamente das operações Narco Bet e da primeira fase da Narco Azimut. As diligências da PF identificaram que o grupo operava por meio de múltiplas modalidades financeiras para ocultar a origem do dinheiro. Os investigados misturavam o uso intensivo de papel-moeda com transferências bancárias de alto valor e, crescentemente, a movimentação de criptoativos, buscando dificultar o rastreamento pelas autoridades de controle.

Os alvos da operação estruturavam a circulação dos valores ilícitos utilizando firmas de fachada para dar aparência de legalidade às transações. Com o material apreendido nesta quinta-feira, a Polícia Federal busca aprofundar o entendimento sobre a extensão do esquema e identificar outros integrantes da associação criminosa. Os envolvidos agora enfrentam acusações formais que podem resultar em condenações por lavagem de capitais, evasão de divisas e formação de organização criminosa, cujas penas somadas são consideráveis.

*Fonte: Revista Oeste