Ministro indica ilegalidade na prisão temporária e inclui investigados em situação semelhante
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou nesta quinta-feira, 23, a soltura do cantor MC Ryan SP. A decisão partiu do ministro Messod Azulay Neto, relator do caso, que analisou pedido de habeas corpus relacionado à operação da Polícia Federal (PF).
Messod também estendeu os efeitos da decisão a outros investigados. Entre os nomes estão MC Poze do Rodo e os influenciadores Chrys Dias e Raphael Sousa Oliveira, responsável pela página Choquei.
O ministro considerou irregular a manutenção da prisão por 30 dias. Segundo ele, a própria PF havia solicitado inicialmente um prazo de cinco dias, já encerrado no momento da análise.
A investigação que levou às prisões se apoia em provas reunidas em operações anteriores. Os dados analisados surgiram da Operação Narco Bet, que teve origem na Operação Narco Vela, ambas deflagradas em 2025.
A PF identificou elementos centrais da apuração a partir de arquivos armazenados em nuvem. Os agentes analisaram conteúdos vinculados ao contador Rodrigo de Paula Morgado, indicado como operador financeiro do grupo.
Os dados permitiram o cruzamento de extratos bancários, registros societários, conversas e documentos financeiros. A partir desse material, a corporação descreve uma estrutura voltada à lavagem de capitais. Segundo a decisão judicial, o grupo atuava com divisão de funções, envolvendo captação, movimentação e redistribuição de recursos.
*Fonte: Revista Oeste