Ele é estudante do 1º ano de Direito e foi afastado pela instituição
Prints de conversas obtidas por Folhamax mostram mensagens enviadas por um estudante da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em Cuiabá, após uma lista com nomes de colegas classificadas como ‘estupráveis’ ser divulgada. Um aluno foi afastado preventivamente pela Faculdade de Direito. A medida preventiva foi adotada nesta quarta-feira (6), após o vazamento de mensagens trocadas entre o univertário, ainda do primeiro ano do curso, e outros estudantes num aplicativo.
O caso ganhou ampla repercussão dentro e fora da universidade. Em resposta, a UFMT informou que instaurou procedimento administrativo para apurar os fatos e identificar todos os envolvidos. Até o momento, a instituição não divulgou quantos estudantes estão sob investigação.
Em um print, o jovem aparece conversando com outra pessoa e diz o seguinte: “bora fazer ranking de alunas mais estupráveis dos nossos cursos”. Em outra mensagem, ele afirma que o curso de engenharia possui poucas mulheres.
O Centro Acadêmico de Direito VIII de Abril (CADI) e do Diretório Central dos Estudantes (DCE) publicaram uma nota de repúdio na terça-feira (5). No comunicado, as entidades condenam o conteúdo das mensagens, classificando-o como incentivo à violência e expressão de misoginia. Segundo o texto, as conversas continham declarações explícitas sobre a intenção de molestar estudantes.
NOTA DA UFMT NA ÍNTEGRA
A Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) repudia veementemente qualquer manifestação, prática ou tentativa de naturalização da violência, da misoginia e de qualquer forma de violação de direitos humanos no âmbito de sua comunidade acadêmica.
A Instituição reafirma seu compromisso inegociável com a promoção de um ambiente seguro, ético, inclusivo e respeitoso para todas as pessoas, especialmente no enfrentamento à violência de gênero.
Diante dos fatos recentemente divulgados, a Faculdade de Direito informa que já foram adotadas as providências cabíveis, com a instauração de procedimento administrativo disciplinar para a devida apuração dos fatos e responsabilização dos envolvidos, nos termos da legislação vigente e das normas institucionais.
A Universidade permanece à disposição para colaborar com as autoridades competentes e reforça seu compromisso permanente com a construção de uma cultura de respeito, igualdade e justiça. Em relação aos alunos supostamente envolvidos, informamos que já foi adotada medida de afastamento no âmbito institucional.
Conforme decisão da Direção da Faculdade de Direito da UFMT anexo, foi determinada a suspensão preventiva do discente identificado nos autos, com base no art. 27 da Resolução CONSUNI-UFMT nº 281/2025. Trata-se de medida cautelar, adotada diante da gravidade dos fatos e do potencial risco à comunidade acadêmica.
Dessa forma, durante o período de vigência da suspensão preventiva, o discente não permanece frequentando as atividades acadêmicas presenciais, até ulterior deliberação no âmbito do processo administrativo disciplinar em curso.
*Fonte: FolhaMax