Ações da SpaceX estreiam na Bolsa de Nova York

O início das negociações públicas aproxima Elon Musk de se tornar o primeiro trilionário do planeta

A Bolsa de Valores de Nova York abriu o mercado com as primeiras ações da SpaceX disponíveis para a compra do público geral nesta sexta-feira, 12. Os contratos futuros da plataforma de investimentos IG International projetam uma arrancada imediata de 35% no preço dos papéis. A valorização inicial projeta elevar o valor de mercado da companhia aeroespacial de US$ 1,77 trilhão para a marca de US$ 2,4 trilhões.

A abertura de capital deve transformar Elon Musk no primeiro trilionário do mundo. O empresário já ocupa o posto de homem mais rico do planeta, amparado por suas fatias societárias na fabricante de carros elétricos Tesla e na própria SpaceX. Recentemente, o índice de bilionários da agência Bloomberg calculou o patrimônio pessoal do magnata em US$ 971 bilhões. O topo da lista depende apenas da manutenção do preço inicial de oferta dos papéis em US$ 135 por unidade.

Musk assegura controle majoritário com supervotos

A governança corporativa da empresa garante que o fundador mantenha o domínio absoluto sobre os rumos do negócio. A engenharia societária da SpaceX emite ações especiais com direitos de voto multiplicados. O mecanismo assegura que o empresário controle de forma direta 85% do poder de deliberação nas assembleias de acionistas, impedindo interferências externas de fundos de investimento.

Antes da estreia das ações, o próprio Musk declarou que considerava as chances de sucesso da SpaceX inferiores a 10% no início das atividades operacionais. O empresário relembrou que avisava aos primeiros funcionários e investidores sobre os riscos reais de falência da startup. “Se as pessoas me dissessem que isso aconteceria, eu diria ‘você deve estar fumando um crack muito bom’”, brincou o potencial trilionário. A entrada na bolsa norte-americana consolida o projeto como o maior lançamento de ações da história financeira global.

Diretoria descarta foco em lucros de curto prazo

A diretora de operações da SpaceX, Gwynne Shotwell, explicou à rede de notícias CNBC que a companhia cedeu à pressão de cidadãos dos EUA que exigiam o direito de comprar fatias da marca. A executiva ressaltou que a empresa possui metas de longo prazo e rejeita pautar o ritmo de trabalho pelo fechamento dos balanços trimestrais.

A executiva avisou aos novos compradores que a carteira de projetos da SpaceX foca em tecnologias futuristas e defendeu o poder centralizado nas mãos do fundador. Na visão da diretoria, nenhuma outra liderança no mercado global possui a capacidade técnica necessária para gerenciar a operação espacial fora do comando de Musk.

*Fonte: Revista Oeste