Trump diz ter controle do Estreito de Ormuz

Presidente dos EUA afirma que bloqueio naval contra o Irã continua em meio à paralisação das negociações entre os dois países

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira, 12, que os norte-americanos têm “controle total” do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas da região. A declaração foi publicada pelo presidente na rede social Truth Social.

“Acredito que vamos mantê-lo”, escreveu Trump, ao comentar o controle sobre a passagem estratégica.

Em outra publicação, o presidente afirmou que o Irã não teria condições de reagir ao bloqueio imposto pelos Estados Unidos. Segundo Trump, a Marinha e a Força Aérea iranianas estão debilitadas, enquanto integrantes da Guarda Revolucionária Islâmica estariam em fuga.

Bloqueio segue em meio a impasse

Trump também afirmou que o bloqueio naval contra navios e portos iranianos continua. A declaração ocorre em um momento de paralisação das negociações entre Washington e Teerã, depois de uma série de ataques que romperam o entendimento firmado em junho.

Nos últimos dias, o presidente norte-americano também sinalizou uma mudança de estratégia. Em vez de novos ataques contra o Irã, a Casa Branca passou a priorizar a pressão econômica de longo prazo sobre o regime iraniano.

A manutenção do controle sobre o Estreito de Ormuz passou a ser tratada como um possível resultado estratégico da ofensiva norte-americana. A passagem é fundamental para o transporte marítimo e para o comércio de petróleo na região.

Omã propõe taxa voluntária para uso do Estreito de Ormuz
Omã é um dos países vizinhos do Estreito de Ormuz | Foto: Reprodução/ GoogleMaps

Na semana passada, Trump reconheceu que as forças norte-americanas posicionadas no Oriente Médio enfrentavam falta de alguns tipos de armamentos, mas afirmou que havia munição suficiente para manter as operações contra o Irã.

Enquanto Washington e Teerã mantêm as negociações paralisadas, a região também enfrenta uma nova frente de tensão. Rebeldes houthis do Iêmen continuam atacando navios e interesses ligados à Arábia Saudita e ao governo iemenita reconhecido internacionalmente.

*Fonte: Revista Oeste