Acordo prevê dois pedidos firmes e opção de compra de 10 unidades; companhia planeja rotas em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul
A Eve Air Mobility, ligada à Embraer, firmou contrato com a FlyBIS Aviation Limited para fornecer até 12 aeronaves elétricas de decolagem e pouso vertical (eVTOL), conhecidas como carros voadores. O acordo inclui dois pedidos firmes e direitos de compra de outras dez unidades.
O contrato dá continuidade à Carta de Intenções anunciada em 2022. As empresas buscam ampliar a mobilidade aérea elétrica no Brasil.
Em Santa Catarina, a FlyBIS planeja trajetos dos carros voadores entre Navegantes, Balneário Camboriú e Florianópolis. No Rio Grande do Sul, projeta rotas para Gramado e Bento Gonçalves.
Testes de voo com os carros voadores
A FlyBIS busca desenvolver o transporte aéreo sustentável no Sul e na América Latina. As empresas preparam a malha aérea, a infraestrutura e a integração ao transporte existente.
“Este acordo é um passo importante em nosso relacionamento com a FlyBIS e demonstra como nossos clientes estão avançando do desenvolvimento inicial de mercado para compromissos concretos de frota”, afirma o CEO da Eve, Johann Bordais. Segundo ele, o turismo e os negócios locais geram demanda por conexões aéreas urbanas na região.
Our engineering prototype continues to expand its flight envelope, reaching a peak airspeed of approximately 44 knots during a stable forward-flight demonstration.
— Eve Air Mobility (@EveAirMobility) November 3, 2026
This flight marked another important milestone in the campaign, bringing the aircraft closer to full wing-borne… pic.twitter.com/03aFXNm6Wd
O protótipo em escala real já realizou mais de 70 voos. A equipe concluiu etapas de voo pairado e em baixa velocidade. Agora, testa a transição e a ativação da propulsão traseira em voo para apoiar a sustentação pelas asas.
Em setembro de 2026, o Ministério de Portos e Aeroportos reuniu autoridades e representantes da Eve para discutir certificação, vertiportos, fornecimento elétrico, segurança, telecomunicações e tráfego aéreo.
*Fonte: Revista Oeste