Lula e sua mulher estavam acompanhados do presidente da Indonésia durante a abordagem dos repórteres
A primeira-dama, Janja da Silva, se referiu a jornalistas como “vira-latas” nesta quarta-feira, 9, no Planalto. A fala aconteceu quando os repórteres questionavam Lula sobre a nova ameaça de sobretaxa dos Estados Unidos para produtos brasileiros.
Uma jornalista fez a pergunta ao petista enquanto ele caminhava ao lado do presidente da Indonésia, Prabowo Subianto.
Há pouco, repórteres tentaram questionar o presidente Lula a respeito das falas de Trump sobre tarifas ao Brasil.
— Sam Pancher (@SamPancher) July 9, 2025
Janja reagiu falando “cadê meus vira-latas” por duas vezes.
Cena aconteceu na frente do presidente da Indonésia. https://t.co/bxCbSpWXuv pic.twitter.com/lmV6vDq202
“Trump disse que vai anunciar tarifa contra o Brasil”, introduziu a repórter, que não conseguiu concluir a pergunta, pois foi interrompida pela primeira-dama.
“Ai, cadê meu vira-latas?”, disse Janja, que se aproximou no momento em que a repórter falava. “Cadê meus vira-latas?”, repetiu a mulher de Lula.
Em nota, a assessoria da primeira-dama disse que Janja não se referiu aos repórteres, mas “ao bolsonaristas, que estão traindo os interesses e a soberania do Brasil”.
Janja e Lula recebem presidente da Indonésia
Lula recebeu nesta quarta-feira o presidente da Indonésia no Palácio do Planalto. A visita sucede a cúpula do Brics, realizada no Rio de Janeiro entre 6 e 7 de julho, e atende a um convite do petista.

É a segunda vez de Prabowo no Brasil. O indonésio participou da Cúpula do G20, em novembro do ano passado, no Rio de Janeiro.
A visita do indonésio acontece menos de uma semana depois do sepultamento de Juliana Marins, de 26 anos. A jovem morreu depois de cair durante uma trilha no vulcão Rinjani, na Indonésia.
A morte de Juliana pode ser tema de discussão de uma reunião bilateral entre os chefes de Estado. A previsão é que, caso o assunto seja abordado, Lula agradeça pelos esforços do governo indonésio na tentativa de resgate da jovem.
*Fonte: Revista Oeste