Força Aérea chavista se aproxima de embarcação norte-americana em águas internacionais e agrava crise diplomática
Duas aeronaves da Força Aérea da Venezuela sobrevoaram um navio da Marinha dos Estados Unidos em águas internacionais nesta quinta-feira, 4. O Departamento de Defesa norte-americano classificou o gesto como “altamente provocativo” e denunciou a manobra como uma tentativa deliberada de atrapalhar operações contra o narcotráfico e o terrorismo.
A nota, divulgada na plataforma X, ressalta que a Venezuela foi “fortemente aconselhada a não prosseguir com nenhum esforço para obstruir, dissuadir ou interferir” nas operações militares em curso. A movimentação ocorre dias depois de os EUA abaterem uma embarcação venezuelana do cartel Tren de Aragua que transportava drogas.
O presidente Donald Trump classificou o grupo criminoso como “organização terrorista”. A Casa Branca justificou a ofensiva como parte de uma resposta direta ao crescimento do narcotráfico internacional com origem no regime de Nicolás Maduro.
EUA ampliam cerco contra Maduro no Caribe
A tensão entre os dois países escalou rapidamente. No início da semana, o governo norte-americano ofereceu uma recompensa de US$ 50 milhões por informações que resultem na captura do ditador chavista.
Desde 2020, Maduro enfrenta acusações formais de envolvimento com o tráfico internacional de drogas no sistema judiciário dos EUA.
— Department of Defense 🇺🇸 (@DeptofDefense) September 5, 2025
A procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi, reforçou o tom da denúncia. Segundo ela, Maduro “é um dos narcotraficantes mais poderosos do mundo e uma ameaça direta à segurança nacional”.
Em resposta, os EUA ampliaram rapidamente sua presença militar no Caribe. Mais de 4 mil soldados chegaram à região em poucas horas, acompanhados por navios, submarinos e unidades de inteligência aérea.
O Pentágono sustenta que o objetivo das operações é sufocar rotas ilegais dominadas por cartéis aliados ao regime bolivariano.
Caracas, por sua vez, nega todas as acusações. O regime chavista acusa Washington de fabricar pretextos para uma escalada militar. Além disso, tenta reagrupar aliados políticos para denunciar o que considera uma agressão à sua soberania.
*Fonte: Revista Oeste