Proibição impedia uso de raça e idioma em ações do Serviço de Imigração e Alfândega em regiões de concentração de imigrantes sem documentação
A Suprema Corte dos Estados Unidos (EUA) derrubou, nesta segunda-feira, 8, uma liminar que proibia o uso de critérios de raça e idioma em operações contra imigrantes. O bloqueio anterior veio de decisão de julho da juíza distrital Maame Ewusi-Mensah Frimpong. Tudo ocorreu depois de denúncias de patrulhamento direcionado em áreas com grande número de imigrantes ilegais.
A revogação atual advém de um recurso emergencial apresentado pelo governo de Donald Trump. A gestão argumentou que a ordem judicial prejudicava as ações do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) em regiões de concentração de imigrantes sem documentação.
Anteriormente, os republicanos já haviam tentado reverter a decisão no Tribunal de Apelações do 9º Circuito, mas teve o pedido recusado por três juízes.
Acusações de discriminação nos EUA resposta judicial

A decisão inicial da juíza Frimpong foi motivada por operações do ICE em Los Angeles. Na cidade, agentes teriam abordado indivíduos com base em características raciais e ocupação profissional, sem justificativa clara. Grupos de imigrantes e defensores alegaram que essas práticas desrespeitavam a 4ª Emenda da Constituição dos EUA, que impede buscas e apreensões sem “motivos razoáveis para suspeita”.
“Não deveríamos viver em um país onde o governo pode abordar qualquer pessoa que pareça latino e fale espanhol”, afirmou a juíza Sonia Sotomayor, primeira hispano-americana na Suprema Corte, nomeada por Barack Obama.
Já o juiz Brett Kavanaugh defendeu a decisão. Segundo o magistrado, existe uma grande presença de imigrantes sem documentos em Los Angeles.
*Fonte: Revista Oeste