Michelle Bolsonaro diz que não há espaço para ‘julgamentos parciais’ depois de voto de Fux

Primeira-dama comentou decisão do ministro que favoreceu absolvição do ex-presidente no STF

O posicionamento de Michelle Bolsonaro (PL), ex-primeira-dama, repercutiu nesta quinta-feira, 11, depois do voto do ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), favorável à absolvição de Jair Bolsonaro (PL) na ação penal sobre a suposta tentativa de golpe. Sem mencionar Fux diretamente, Michelle destacou em publicação que “quando a coerência e o senso de justiça prevalecem sobre a vingança e a mentira, não há espaço para perseguições cruéis nem julgamentos parciais”.

Michelle utilizou suas redes para compartilhar trechos do voto do ministro e também versículos bíblicos

Durante o julgamento, que contou com cerca de 12 horas de exposição do voto de Fux nesta quarta-feira 10, Michelle utilizou suas redes para compartilhar trechos do voto do ministro e também versículos bíblicos do livro de Provérbios, capítulo 6, versículos 16 a 19, que abordam temas como mentira, orgulho e conflitos. A ex-primeira-dama também publicou críticas indiretas ao processo, ressaltando valores de justiça e verdade.

Divergências no Supremo e argumentos do ministro Fux

O voto de Fux representou uma divergência na Primeira Turma do STF. O ministro alegou falta de provas sobre liderança de Jair Bolsonaro em uma suposta conspiração golpista, afastando sua participação nos atos do 8 de Janeiro e classificando críticas ao sistema eleitoral como manifestações políticas. Também apontou fragilidades na materialidade das acusações, como o plano de assassinato de autoridades e versões diferentes de minutas.

Até o momento, o placar do julgamento está em dois votos pela condenação, de Alexandre de Moraes e Flávio Dino, contra um pela absolvição, de Fux. Ambos condenaram Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado, participação em organização criminosa armada, dano qualificado e deterioração de patrimônio público.

Apesar de absolver Jair Bolsonaro, Fux decidiu pela condenação do general Braga Netto e do ex-ajudante de ordens Mauro Cid por abolição do Estado Democrático de Direito. O magistrado também criticou a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), indicando que falhas formais poderiam até anular a ação, segundo ele relatou no julgamento.

*Fonte: Revista Oeste