Ativista de direita morreu nesta quarta-feira, 10, depois de ser alvo de atentado, durante um evento na Universidade Utah Valley, em Utah, nos EUA
O assassinato de Charlie Kirk, ativista conservador e fundador do Turning Point USA, durante um evento na Universidade Utah Valley, em Utah, ganhou novas repercussões nesta quinta-feira, 11, com a divulgação de imagens do atentado. As imagens, registradas pela agência Reuters, mostram o momento em que Kirk discursa e é alvo de um tiro.
De acordo com informações da polícia local, o disparo que matou Kirk partiu de longa distância, do telhado de um prédio próximo ao evento. O ativista foi baleado no pescoço enquanto participava de uma sessão de perguntas e respostas.
Depois da correria entre os presentes, agentes detiveram duas pessoas, que acabaram liberadas. O FBI conduz as investigações para localizar o responsável pelo disparo.
Imagens e testemunhos da morte

Testemunhas relataram cenas de pânico. Tanner Maxwell, que também filmou o momento do tiro, relatou ao jornal The New York Times que só percebeu ter captado uma pessoa correndo no telhado ao rever as imagens em casa. A universidade confirmou que o prédio registrado nas imagens foi apontado como o provável local do disparo.
Outros vídeos publicados nas redes sociais mostram uma figura deitada no telhado do edifício, mas não é possível afirmar se se trata do atirador. O evento na universidade fazia parte da primeira etapa de uma série de encontros programados em 15 instituições de ensino dos Estados Unidos.
Kirk estava participando de uma mesa chamada “Me prove que estou errado”, destinada ao debate aberto com o público. O momento exato do disparo foi registrado em vídeo e compartilhado pela deputada Marjorie Taylor Greene, que mostra Kirk sentado em uma tenda ao ar livre no instante em que cai da cadeira depois de ser alvo do disparo.
Posteriormente, Kirk foi levado ao hospital por seguranças particulares e passou por cirurgia. Cerca de uma hora depois, o ex-presidente Donald Trump confirmou o falecimento do ativista em uma rede social.
Quem era Charlie Kirk
Charlie Kirk nasceu em 14 de outubro de 1993, em Prospect Heights, subúrbio de Chicago, Illinois. Filho de um arquiteto e de uma conselheira em clínica de saúde mental, começou cedo a se envolver com política. Em 2010, ainda no ensino médio, aproximou-se do movimento Tea Party. No ano seguinte, participou de manifestações locais e chegou a formar um grupo estudantil em sua escola para protestar contra o aumento de preços no refeitório.
Em 2012, escreveu um artigo para o site Breitbart em que criticava um viés de esquerda em livros escolares. O texto lhe rendeu convite para uma entrevista na Fox Business, sua primeira aparição televisiva.
No mesmo ano, fundou a Turning Point USA (TPUSA), organização voltada a jovens universitários com a proposta de defender livre mercado, Estado mínimo e valores conservadores. O projeto nasceu com apoio do ativista Bill Montgomery, que o incentivou a adiar a faculdade e investir no movimento. Kirk cogitava cursar a Universidade de Baylor, mas desistiu para se dedicar em tempo integral à política estudantil.
A ascensão política de Kirk

A Turning Point USA expandiu-se rapidamente. Já em meados da década de 2010, tinha presença em centenas de campi universitários. O grupo organizava palestras, treinava líderes estudantis e promovia eventos nacionais. Em 2015, a organização já contava com pelo menos US$ 1 milhão em doações.
O crescimento aproximou Kirk de grandes doadores e de figuras do Partido Republicano. Em 2016, participou da Convenção Nacional Republicana e conheceu Donald Trump Jr., de quem se tornou próximo. Pouco depois, passou a transitar no círculo do então candidato à presidência Donald Trump.
Durante o governo Trump, Kirk visitou a Casa Branca mais de cem vezes, segundo declarou. Chegou a integrar grupos que discutiam nomeações para cargos importantes. Ele também acompanhou a família Trump em viagens internacionais e eventos de campanha.
Além da atuação institucional, ganhou visibilidade como comunicador. Comandava o podcast e programa de rádio The Charlie Kirk Show, voltado ao público conservador, e publicou livros, entre eles The MAGA Doctrine (2020).
*Fonte: Revista Oeste