Vinícius Santana denuncia excesso durante escolta a Bolsonaro para hospital em Brasília

O influenciador político e membro do Movimento Conservador Patriota de Rondonópolis (MT), Vinícius Santana, gravou um vídeo em Brasília neste domingo (14) em que critica a operação policial que escoltou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) até o hospital DF Star, na capital federal, onde passou por um procedimento médico. Para Santana, a forma como Bolsonaro foi conduzido representa uma tentativa de desmoralização.

Influenciador político Vinicius Santana em frente ao hospital DF Star.

“Bolsonaro veio escoltado no mau sentido pela Polícia Penal, Polícia Federal e Polícia Militar. Sabe aquelas pessoas de alta periculosidade que precisam de comboio, criminosos internacionais, terroristas? Foi basicamente essa a estrutura que conduziu Bolsonaro até o hospital”, afirmou. Segundo ele, a operação mostra como “o sistema está utilizando da força bélica para tentar minar o nosso presidente”.

O relato de Vinícius vai ao encontro das críticas feitas por Carlos Bolsonaro, que acompanhou o pai no hospital. De acordo com o vereador, mais de 20 agentes armados com fuzis participaram da escolta, além de 10 batedores em motocicletas. Carlos classificou a ação como uma tentativa de “humilhar um homem honesto” e destacou que até dentro do hospital havia homens fardados e armados vigiando Bolsonaro.

Bolsonaro deixou sua prisão domiciliar pela primeira vez desde a condenação pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe. Ele chegou ao hospital pouco antes das 8h, acompanhado também de Jair Renan Bolsonaro, vereador em Balneário Camboriú (SC). O procedimento para remoção de lesões na pele estava previsto para durar cerca de duas horas.

Carlos Bolsonaro afirmou que a operação teve um caráter mais político do que de segurança. “Já no hospital, homens fardados e armados vigiam como se um senhor de 70 anos pudesse fugir por uma janela, assim como fazem em sua prisão domiciliar. Fica claro: o objetivo é fragilizá-lo, expô-lo e ofendê-lo”.

Vinícius Santana, que está em Brasília desde o início da semana para acompanhar o julgamento do ex-presidente no STF, reforçou que a presença da militância de direita na capital é fundamental. “Nossa missão é cobrar do bloco de oposição que mantenha firmeza. A abertura da CPMI do 8 de janeiro é essencial para dar voz aos presos políticos e mostrar ao mundo a injustiça que está acontecendo no Brasil”, destacou.

O julgamento contra Bolsonaro e outros sete réus por suposta tentativa de golpe começou no dia 2 de setembro, com relatoria do ministro Alexandre de Moraes. A decisão foi consolidada na última sexta-feira (12). Santana afirmou que seguirá articulando com parlamentares da direita para pressionar pela instalação da CPMI e levar o caso à repercussão internacional, inclusive envolvendo o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Ele concorda com Carlos Bolsonaro quando ele diz que a operação deste domingo contra Bolsonaro é mais um capítulo do que chamam de perseguição política. “Eles não vão conseguir calar a verdade e milhões de brasileiros que se levantaram contra as mentiras e injustiças que estão acontecendo em nosso país. O povo acordou e não vai desistir”, concluiu Santana.