Moraes pede investigação à PGR contra Eduardo e Gayer

Ministro ordena parecer do órgão em até cinco dias sobre falas dos parlamentares a respeito do Banco do Brasil; entenda

Nesta terça-feira, 16, o Supremo Tribunal Federal (STF) encaminhou para a Procuradoria-Geral da República (PGR) pedidos de investigação que envolvem parlamentares do Partido Liberal (PL) por declarações recentes sobre o Banco do Brasil. O ministro Alexandre de Moraes determinou que o órgão apresente um parecer em até cinco dias.

O deputado federal Reimont (PT-RJ) pediu apuração sobre Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e Gustavo Gayer (PL-GO), que alegaram publicamente que o Banco do Brasil poderia ser penalizado e até falir se descumprisse a Lei Magnitsky. Trata-se de uma norma dos Estados Unidos (EUA) que teria resultado no bloqueio dos ativos de Moraes naquele país.

Os pedidos de Alexandre de Moraes, do STF

O ministro relator Alexandre de Moraes, na sessão de STF de julgamento de Bolsonaro e de mais sete réus da suposta trama golpista
O ministro Alexandre de Moraes, na sessão de STF de julgamento de Bolsonaro e de mais sete réus | Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Reimont solicitou uma apuração por suspeita de divulgação de informações falsas sobre a instituição financeira. Ele também levanta a hipótese de crimes contra a economia popular e contra a ordem econômica, além de possível envolvimento em associação ou organização criminosa.

No mesmo despacho, Moraes determinou que a PGR se posicione sobre representação do deputado Rui Falcão (PT-SP) contra o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, em razão do apoio do governador à anistia aos envolvidos nos atos do 8 de janeiro de 2023.

O parlamentar petista pede investigação e aplicação de medidas cautelares, como restrição de viagens e proibição de pressões ao Supremo Tribunal Federal. A Procuradoria-Geral da República também tem cinco dias para responder sobre esse processo.

*Fonte: Revista Oeste