Autoridades identificam mortes e aguardam antídoto em meio a suspeitas espalhadas pelo país
O Brasil já soma 24 casos confirmados de intoxicação por metanol. Segundo o Ministério da Saúde, outros 235 permanecem em análise. Até o momento, 145 suspeitas foram descartadas.
O Estado de São Paulo concentra a maioria das ocorrências. Na região, as autoridades confirmaram 20 intoxicações e cinco mortes. Outras 181 suspeitas permanecem em investigação. O Paraná registrou três casos, enquanto o Rio Grande do Sul confirmou um — de um homem que consumiu bebida alcoólica em território paulista.
Também houve notificações em Pernambuco (24), Rio de Janeiro (5), Mato Grosso do Sul (4), Piauí (4), Espírito Santo (3), Goiás (2), Acre (1), Paraíba (1) e Rondônia (1). A maioria dos registros concentra-se no Sudeste, mas já há relatos no Norte e no Nordeste.
Ministério aguarda antídoto, e Justiça de SP determina destruição de bebidas
O Ministério da Saúde informou que vai receber um lote com 2,5 mil ampolas de fomepizol. O medicamento é usado em casos de envenenamento por metanol e, segundo especialistas, tem maior eficácia que o álcool etílico puro, também empregado nesses atendimentos.
A gestão federal realizou a compra por meio do Fundo Estratégico da Organização Pan-Americana da Saúde. A expectativa é reforçar o atendimento emergencial em Estados com alta demanda hospitalar.
Em São Paulo, a Justiça autorizou a destruição de cerca de 100 mil garrafas recolhidas em ações contra adulteração de bebidas. O juiz Lucas Bannwart Pereira, do Fórum Criminal da Barra Funda, atendeu a um pedido da Polícia Civil.
O material estava armazenado em um galpão no centro da capital. A polícia descobriu que a estrutura operava como uma empresa de recicláveis sem nenhum controle de higiene, limpeza ou origem das embalagens.
O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) confirmou a medida durante visita às obras da Linha 17-Ouro do Metrô. Segundo ele, a ação visa a interromper a cadeia de distribuição clandestina que alimenta a crise do metanol no Estado.
*Fonte: Revista Oeste