Em entrevista na Itália, presidente afirmou estar feliz com cessar-fogo
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta segunda-feira, 13, que o Brasil tem divergências com o primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, e não com Israel.
“O Brasil não tem problema com Israel, o Brasil tem problema é com Netanyahu”, disse o petista. “A hora que Netanyahu não for mais governo, não haverá nenhum problema entre o Brasil e Israel, que sempre tiveram uma relação muito boa.”
“É um começo muito promissor”, diz Lula sobre cessar-fogo https://t.co/ppwOrGtBzV.
— O Antagonista (@o_antagonista) October 13, 2025
Presidente brasileiro falou sobre acordo de paz em Gaza após ser questionado em entrevista coletiva. pic.twitter.com/fdyLIn9iRm
Lula respondia a uma pergunta sobre o cessar-fogo entre Israel e o grupo terrorista Hamas. O acordo foi mediado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e resultou na libertação de reféns.
“Eu não sei se é definitivo ou não, mas eu estou feliz [com o cessar-fogo] porque é um começo muito promissor”, afirmou. “O fato do presidente Donald Trump ter ido ao parlamento em Israel, ter falado é muito importante. Eu espero que aqueles que ajudaram Israel na sua posição de virulência agora ajudem a ter uma paz definitiva.”
Lula diz que parte dos judeus não apoia o conflito de Israel
Na ocasião, o presidente também afirmou que grande parte do povo judeu não apoia o conflito na Faixa de Gaza. A entrevista ocorreu em Roma, onde Lula cumpriu agenda oficial.
Lula e Netanyahu já se envolveram em uma crise diplomática depois de críticas do petista às ações do governo israelense. Em resposta, Israel declarou Lula “persona non grata” no país.
O presidente brasileiro também comentou sobre outros assuntos na entrevista. Sobre a escolha do novo ministro do Supremo Tribunal Federal, ele afirmou que ainda avalia nomes e quer um indicado “gabaritado”.
“Eu quero uma pessoa, não sei se mulher ou homem, não sei se preto ou branco, quero uma pessoa gabaritada para assumir”, alegou. “Eu quero um ministro da Suprema Corte que terá como função específica cumprir a Constituição brasileira. É isso que eu quero.”
Sobre a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP), condenada no Brasil e detida na Itália, o petista disse que nem se lembrava de sua prisão. “Eu nem lembrava que ela estava aqui ou não”, disse. “Para mim é uma pessoa que não merece respeito do que é uma democracia. Ela vai pagar pelo que fez, aqui ou no Brasil.”
*Fonte: Revista Oeste